06/08/2025
Crianças são mais vulneráveis a ambientes com baixa umidade, especialmente em épocas de clima seco ou em locais com ar-condicionado constante. Nessas condições, é comum o surgimento de sintomas como nariz entupido, tosse seca, coceira nos olhos e até sangramentos nasais. O uso de um umidificador de ar se torna uma solução prática para melhorar a qualidade do ambiente e proteger a saúde dos pequenos.
A principal função do umidificador é devolver umidade ao ar seco, tornando-o mais confortável para a respiração. O ideal é que a umidade relativa do ar fique entre 50% e 60%. Quando esse índice cai — algo comum no inverno ou durante longos períodos de calor —, o ar seco pode irritar as mucosas das vias respiratórias e facilitar o desenvolvimento de gripes, resfriados e outras doenças alérgicas. Em crianças, essa situação pode se agravar rapidamente.
A falta de umidade afeta diretamente o sistema respiratório, reduz a lubrificação natural das narinas e aumenta a exposição a partículas irritantes. Quando o ambiente está seco, vírus e bactérias também se propagam com mais facilidade, e o organismo encontra mais dificuldade para se defender. Nesse contexto, o umidificador é um recurso eficiente e seguro para promover alívio imediato e prevenir quadros mais graves.
De acordo com Carol Lyra, diretora do Colégio Anglo Sorocaba, o conforto do ambiente impacta diretamente o rendimento escolar. “Uma criança com congestão nasal ou tosse constante dorme mal e acorda cansada, o que compromete o aprendizado e o humor ao longo do dia”, afirma. Ajustes simples, como o uso consciente de um umidificador, podem fazer toda a diferença na qualidade de vida.
Existem diversos modelos disponíveis no mercado, e a escolha depende das características do espaço e da faixa etária da criança. Os aparelhos mais comuns são os umidificadores ultrassônicos, que emitem uma névoa fria e funcionam por vibração. Eles são silenciosos, eficientes e consomem pouca energia, o que os torna bastante indicados para o quarto infantil.
Já os modelos vaporizadores liberam vapor quente e podem ajudar a aquecer o ambiente, mas exigem atenção redobrada, principalmente em casas com bebês ou animais de estimação. O contato acidental com o vapor quente ou com o próprio aparelho pode provocar queimaduras. Além disso, a água aquecida por muito tempo pode favorecer o crescimento de bactérias, o que exige higienização frequente.
Outra opção são os umidificadores evaporativos, que funcionam com um filtro interno e ventilador, sendo eficientes e mais simples de manter. Também há modelos embutidos em sistemas de ar-condicionado, mas estes são mais comuns em ambientes corporativos e menos práticos para o uso doméstico.
Em geral, os especialistas recomendam o uso de umidificadores por períodos controlados, de até quatro horas seguidas, preferencialmente em horários mais secos do dia. Isso evita que o excesso de umidade cause problemas como o surgimento de mofo, bolor ou a proliferação de ácaros — fatores que também prejudicam a saúde respiratória.
Outro cuidado importante está na posição do aparelho no ambiente. O ideal é que fique em uma superfície plana, longe de móveis de madeira, aparelhos eletrônicos e fora do alcance das crianças. O jato de névoa não deve ser direcionado para o rosto do pequeno ou para tecidos próximos, como cortinas e cobertores, pois isso pode provocar acúmulo de umidade indesejado.
A limpeza deve ser feita diariamente, com água limpa e, se necessário, um pouco de vinagre branco. Nunca se deve deixar água parada no reservatório por longos períodos, pois isso facilita o crescimento de fungos e bactérias. Sempre que o aparelho for guardado por algum tempo, ele deve ser higienizado antes de um novo uso.
Além de melhorar a respiração, o uso correto do umidificador pode ajudar na recuperação de doenças respiratórias, como bronquite e sinusite, e aliviar sintomas de alergias. Ele também é indicado para crianças que usam aparelhos CPAP, no tratamento da apneia do sono, pois reduz o ressecamento da boca e das vias aéreas.
Outro benefício pouco comentado, mas perceptível, é a melhora na qualidade do sono. O barulho leve de alguns modelos ultrassônicos funciona como um “ruído branco”, que ajuda a acalmar a criança e reduzir despertares durante a noite. Além disso, a sensação de alívio respiratório contribui para um sono mais profundo e reparador.
Apesar das vantagens, é importante lembrar que o umidificador de ar não é uma solução mágica nem substitui os cuidados médicos. Ele deve ser usado como parte de um conjunto de práticas que envolvem higiene adequada, ventilação dos ambientes, hidratação constante, uso de soro fisiológico e acompanhamento pediátrico.
A ingestão regular de água também contribui para manter o corpo hidratado, inclusive as mucosas. O uso de soro fisiológico para limpar as narinas é outro aliado importante, especialmente em dias secos ou em ambientes com poeira. Além disso, manter a casa limpa, livre de poeira acumulada e pelos de animais, reduz o risco de crises alérgicas.
Para quem vive em regiões onde a umidade do ar costuma cair abaixo dos 30%, é recomendável acompanhar a previsão meteorológica e utilizar o umidificador nos dias mais críticos. Uma boa dica é manter uma toalha úmida ou uma bacia de água no cômodo, caso não se tenha um aparelho. Embora essas soluções improvisadas não substituam o umidificador, ajudam a amenizar o desconforto temporariamente.
Muitos pais, ao perceberem melhora nos sintomas, tendem a deixar o aparelho ligado por longos períodos ou durante toda a noite, o que pode ser contraproducente. O excesso de umidade também causa problemas, como o aumento de ácaros, mofos e outros agentes alergênicos.
Para evitar esse cenário, é recomendável adquirir um medidor de umidade (higrômetro) e monitorar o ambiente. Dessa forma, é possível manter o equilíbrio ideal entre conforto e segurança. Um ambiente muito úmido pode ser tão prejudicial quanto um ambiente seco.
Vale lembrar que cada criança tem um perfil diferente e pode reagir de maneira distinta ao uso do aparelho. Em casos de asma, rinite crônica ou outras condições específicas, é sempre indicado conversar com o pediatra antes de adotar qualquer equipamento de uso contínuo no quarto infantil.
O cuidado com a qualidade do ar é uma das maneiras mais eficazes de promover saúde e prevenir doenças desde a infância. E embora o umidificador seja apenas um dos recursos disponíveis, seu uso adequado pode contribuir significativamente para o conforto, o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças.
Conforme destaca Carol Lyra, diretora pedagógica do Colégio Anglo Sorocaba, é importante que os adultos estejam atentos aos detalhes do ambiente em que a criança vive: “O ar que se respira dentro de casa ou da escola tem um impacto direto na disposição, na imunidade e na concentração dos alunos”. Pequenas atitudes, como ajustar a umidade, podem gerar grandes resultados.
Para saber mais sobre umidificador de ar, visite https://www.santacasamaringa.com.br/noticia/248/umidificador-de-ar-e-seus-beneficios-para-asaude e https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/09/20/onda-de-calor-umidificador-ameniza-efeitos-do-tempo-seco-mas-uso-exige-cautela.ghtml