Home

Junte-se a nós nesta jornada emocionante! Explore os artigos e acima de tudo, divirta-se enquanto descobrimos juntos o fascinante mundo Educacional.

Siga-nos

Newsletter

Anglo Sorocaba - Blog

Amizade na infância ajuda a aprender a conviver

Escolher uma brincadeira com um amigo exige decisões que nem sempre são simples para uma criança. É preciso ouvir uma proposta diferente, combinar regras e aceitar que a própria vontade não será atendida o tempo todo. Nessas situações, a amizade oferece oportunidades para desenvolver habilidades sociais e emocionais, como cooperar, comunicar desejos e lidar com frustrações. A convivência também permite perceber os efeitos das próprias atitudes. Ao interromper um colega, recusar qualquer sugestão ou ajudá-lo em uma dificuldade, a criança observa reações e começa a compreender o que favorece ou prejudica a relação. Esse aprendizado é gradual e depende tanto das experiências entre amigos quanto da orientação dos adultos. “Quando duas crianças precisam decidir juntas como brincar, elas exercitam a escuta, aprendem a explicar o que querem e a considerar a vontade do colega”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP).   Os vínculos mudam conforme a criança cresce Nos primeiros anos, as amizades costumam se formar pela proximidade e pela repetição de experiências. Brincar no mesmo espaço, compartilhar materiais e gostar de atividades semelhantes favorece as aproximações. Aos poucos, a criança passa a demonstrar preferências e a procurar determinados colegas com maior frequência. Na Educação Infantil, brincadeiras de faz de conta ajudam a desenvolver essa convivência. Para brincar de mercado, por exemplo, as crianças precisam combinar quem vai comprar, quem vai atender e como usar os objetos disponíveis. A interação exige comunicação e ajustes quando alguém deseja mudar de papel. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, confiança, reciprocidade e expectativas sobre o comportamento dos amigos ganham importância. Podem aparecer ciúmes, cobranças por exclusividade e incômodo quando um colega se aproxima de outras pessoas. Cabe aos adultos explicar que ter outros amigos não significa abandonar uma relação. Também é importante respeitar diferentes formas de socialização. Algumas crianças preferem grupos maiores; outras se sentem bem com um ou dois amigos. A quantidade de vínculos, isoladamente, não indica a qualidade da convivência.   O que as relações ensinam sobre sentimentos Um convite para brincar, uma discussão ou a ausência de um amigo provocam sentimentos que a criança ainda está aprendendo a reconhecer. Alegria, tristeza, raiva e saudade podem surgir antes que ela consiga explicar o que sente. O adulto pode ajudar ao relacionar a emoção ao acontecimento: a criança ficou frustrada porque queria escolher a brincadeira ou triste porque o colega não pôde visitá-la. Nomear o sentimento facilita a comunicação e permite pensar em respostas que não envolvam gritos ou agressões. A amizade também cria oportunidades para desenvolver empatia. Ao perceber que um colega se machucou ou ficou chateado, a criança pode aprender a perguntar o que aconteceu, oferecer ajuda e respeitar quando ele precisa de espaço. Essa capacidade se desenvolve com exemplos e orientações concretas, sem exigir que os pequenos compreendam imediatamente todas as reações dos outros. Ser ouvido e acolhido pelos colegas pode fortalecer a segurança para participar de conversas e atividades escolares. Nas tarefas em grupo, explicar uma ideia, comparar soluções e pedir ajuda também favorece a aprendizagem. Ainda assim, é necessário ensinar que a aceitação dos amigos não deve depender de concordar com tudo ou tolerar atitudes que machucam.   Como orientar uma discussão entre amigos Disputas por brinquedos, desacordos sobre regras e dificuldades para esperar a vez fazem parte da convivência infantil. A intervenção do adulto deve considerar a intensidade do episódio e a capacidade das crianças de conversar. Em um desentendimento sem agressão, é possível se aproximar, ouvir cada versão e ajudar os envolvidos a identificar o problema. Perguntar o que cada um queria e quais alternativas seriam possíveis costuma ser mais útil do que determinar rapidamente quem está certo. Se houver agressão, a prioridade é interrompê-la e proteger quem foi atingido. Depois, com as crianças mais tranquilas, o adulto pode retomar o ocorrido e orientar uma reparação, como devolver um objeto, ajudar a reorganizar o que foi destruído ou reconhecer uma atitude inadequada. Carol Lyra observa: “O adulto pode ajudar a criança a dizer o que a incomodou e a ouvir o amigo, sem resolver por ela todos os pequenos desacordos”.  Também cabe explicar que discordar não encerra necessariamente uma amizade. Ao mesmo tempo, ninguém precisa continuar uma brincadeira em que se sente desrespeitado. Expressar limites e procurar ajuda são recursos importantes para uma convivência segura.   Quando família e escola precisam acompanhar mais de perto Em casa, os responsáveis podem abrir espaço para relatos sobre os colegas, sem transformar a conversa em interrogatório. Perguntar como foi uma brincadeira ou o que aconteceu no intervalo ajuda a conhecer as relações. Encontros e atividades compartilhadas também oferecem oportunidades de aproximação, respeitando o interesse da criança. Na escola, observar quem participa, quem tenta entrar nas brincadeiras e quem é repetidamente afastado permite identificar dificuldades que nem sempre chegam aos adultos por meio de relatos. Variar a composição dos grupos pode ampliar o contato entre colegas, sem obrigá-los a estabelecer amizades. Preferir alguns momentos sozinho é diferente de querer companhia e sofrer por não conseguir participar. Mudanças persistentes de comportamento, medo de encontrar determinados colegas, isolamento acompanhado de tristeza ou relatos frequentes de humilhação exigem atenção. Nessas situações, família e escola devem compartilhar observações concretas, identificar quando e onde os episódios ocorrem e combinar medidas de proteção e acompanhamento. Depois da intervenção, é necessário verificar se a criança voltou a participar das atividades com segurança e se os comportamentos que provocavam sofrimento realmente cessaram. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://leiturinha.com.br/blog/amizade-na-infancia/ e https://pastoraldacrianca.org.br/amizade    


30 de outubro, 2026

Disciplinas favoritas ajudam na escolha da faculdade

Gostar de Biologia não significa necessariamente querer cursar Medicina, assim como ter facilidade em Matemática não determina uma escolha pelas engenharias. Ao pesquisar uma faculdade, observar quais disciplinas despertam interesse ajuda a identificar possibilidades. É preciso, porém, entender o que atrai o estudante em cada matéria e como esse conteúdo aparece nas graduações e nas atividades profissionais. Uma mesma disciplina reúne assuntos e tarefas diferentes. O aluno pode gostar de estudar o corpo humano, mas demonstrar pouco interesse por ecologia. Pode se envolver em debates nas aulas de Português e não ter a mesma disposição para analisar estruturas gramaticais. Reconhecer essas diferenças torna a pesquisa sobre cursos mais específica. Também vale observar o que desperta curiosidade fora das avaliações. Procurar uma explicação por iniciativa própria, acompanhar notícias sobre determinado assunto ou insistir na resolução de um problema são comportamentos que ajudam a reconhecer interesses.   Interesse e desempenho precisam ser analisados separadamente As notas oferecem informações sobre a aprendizagem, mas não mostram, sozinhas, qual formação combina com o estudante. Um bom resultado pode decorrer de organização, facilidade com o conteúdo ou identificação com a maneira de ensinar do professor. Isso não significa necessariamente vontade de aprofundar aquele conhecimento durante vários anos. O contrário também ocorre. Um jovem pode se interessar por Física e apresentar dificuldades em cálculos necessários para compreender a matéria. Nesse caso, convém investigar quais conhecimentos precisam ser retomados e se existe disposição para estudá-los. “Vale observar quais assuntos o aluno procura entender mesmo quando não haverá prova, porque essa iniciativa ajuda a reconhecer interesses que as notas nem sempre mostram”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). A análise fica mais consistente quando considera diferentes momentos da trajetória escolar. Uma avaliação ruim ou um semestre de entusiasmo não precisam definir a decisão. Conversar com professores pode ajudar a distinguir dificuldades pontuais de padrões de interesse e participação.   O tipo de atividade revela outras afinidades Além de identificar a matéria favorita, é útil perceber quais tarefas despertam envolvimento. Em um trabalho de História, por exemplo, um estudante pode gostar de investigar documentos, enquanto outro prefere organizar a apresentação ou escrever o texto final. Essas preferências ajudam a ampliar a pesquisa. O interesse por leitura, escrita e argumentação pode motivar a investigação de cursos como Letras, Jornalismo e Direito. Já o gosto por cálculos e análise de informações pode levar a conhecer Matemática, Estatística, Economia e diferentes formações em tecnologia. Quem se interessa por Biologia pode pesquisar Ciências Biológicas, Biomedicina, Farmácia, Nutrição e outras áreas, verificando o que cada uma estuda. As possibilidades não são equivalentes: conteúdos, exigências práticas e campos de atuação precisam ser comparados. Também é comum gostar de matérias de áreas distintas. Um aluno interessado em desenho e Matemática pode investigar Arquitetura, por exemplo, mas deve conhecer seus componentes técnicos e suas exigências antes de decidir. A combinação de preferências serve para formular hipóteses, sem determinar automaticamente um curso. Para organizar essa observação, o estudante pode registrar quais atividades realiza com satisfação, o que considera difícil e quais assuntos gostaria de conhecer melhor. Anotações feitas ao longo de algumas semanas ajudam a substituir impressões vagas por exemplos concretos.   A grade curricular permite conferir expectativas Depois de identificar algumas possibilidades, o próximo passo é examinar as disciplinas da faculdade. O nome da graduação e a imagem mais conhecida da profissão não revelam tudo o que será estudado. É importante consultar a grade curricular e as ementas, que descrevem os conteúdos das disciplinas. Assim, o estudante consegue verificar se os temas que despertaram seu interesse têm presença significativa na formação e quais outros conhecimentos serão exigidos. Gostar de desenhar, por exemplo, não informa como será a experiência completa em Arquitetura. Da mesma forma, apreciar debates não basta para compreender a carga de leitura e análise presente em Direito. Nenhuma graduação será composta exclusivamente de assuntos favoritos. A comparação precisa considerar também a disposição para estudar conteúdos menos atraentes, mas necessários à formação. Carol Lyra observa: “Ao conhecer as disciplinas do curso, o jovem consegue avaliar se está interessado na formação como um todo ou somente em uma parte da profissão que já conhece”. Cursos de mesmo nome também podem apresentar diferenças entre instituições. Por isso, a pesquisa deve considerar as opções efetivamente disponíveis, incluindo atividades práticas, estágios e organização dos semestres.   Experiências ajudam a testar o interesse Oficinas, aulas abertas, projetos escolares e cursos introdutórios permitem experimentar tarefas relacionadas às áreas pesquisadas. Essas atividades não reproduzem toda a graduação, mas ajudam a verificar se o interesse permanece quando o jovem entra em contato com suas exigências. Conversar com universitários e profissionais também esclarece dúvidas. Vale perguntar quais conteúdos são mais utilizados, quais tarefas ocupam a rotina e o que costuma surpreender quem começa o curso. Relatos de pessoas com experiências diferentes evitam que uma única opinião seja tomada como retrato de toda a área. A família pode ajudar a organizar visitas e pesquisas, sem transformar uma preferência escolar em obrigação profissional. Ter boas notas em uma disciplina não cria o dever de escolher uma carreira associada a ela. Antes da inscrição, o estudante pode comparar suas opções em um registro que reúna conteúdos de interesse, dificuldades previstas e dúvidas ainda sem resposta. Se a incerteza estiver na rotina de trabalho, a próxima conversa deve ser com um profissional. Se estiver nas matérias da graduação, consultar ementas e conversar com alunos do curso será mais útil. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://portal.ciee.org.br/universo-ciee/como-escolher-uma-faculdade/   e https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/16-perguntas-que-todo-estudante-deve-fazer-antes-de-escolher-uma-graduacao/  


02 de novembro, 2026

Respeito no Anglo Sorocaba é educar para conviver com as diferenças

Se você está assustado com a dificuldade que as pessoas têm demonstrado em conviver com opiniões diferentes, saiba que não está sozinho. No Colégio Anglo Sorocaba, a palavra de ordem é respeito! Mais do que explicar o significado dessa palavra, a escola coloca em prática diariamente, reforçando a importância nas relações e na formação dos alunos. Em tempos de tanta polarização, é importante aprender a ouvir, acolher diferentes pontos de vista e compreender que nem todos pensam da mesma maneira. A equipe de coordenação e gestão do colégio, composta por Morana Serrano, Celso Azevedo, Vivian Ruberti e Carol Lyra, acredita que a liberdade de expressar uma opinião deve caminhar junto com a responsabilidade, sempre considerando os limites do respeito ao outro.  Respeito na convivência Respeitar não significa concordar com tudo. Na correria do dia a dia, muitas conversas entre pais e filhos acabam reduzidas a respostas rápidas e orientações práticas.    No Anglo Sorocaba, conversas, orientações e momentos de escuta ativa são valorizados como oportunidades educativas. Nesse contexto, o incentivo à Comunicação Não Violenta (CNV) oferece ferramentas valiosas para melhorar o respeito em conviver. A abordagem se apoia em quatro pilares: observar sem julgar, identificar e expressar sentimentos com clareza, reconhecer necessidades e fazer pedidos que favoreçam a conexão. Nos ambientes digitais também é preciso saber estar presente. Os grupos de WhatsApp podem se transformar em espaços de desentendimento. Por isso, deve haver cuidado no uso dessas ferramentas, preservar a privacidade e ter responsabilidade na comunicação. Respeito ao próximo O colégio trabalha a educação antirracista. Ao integrar o tema ao currículo e às atividades pedagógicas, o Anglo amplia as oportunidades de discutir preconceitos. Pois, respeitar o próximo significa reconhecer sua dignidade, independentemente de sua origem, identidade ou características pessoais. Essa perspectiva também se conecta às práticas ESG desenvolvidas pelo colégio. O componente social, representado pela letra S da sigla, está presente desde a Educação Infantil, com atividades lúdicas que trabalham o respeito às diferenças, o combate ao bullying e a valorização da diversidade. O respeito à individualidade não se limita à relação entre professores e estudantes. Ele faz parte do cotidiano dos colaboradores. No projeto “O que te faz único”, o colégio valoriza as características individuais de cada integrante da equipe e incentiva boas relações. Assim, cada pessoa é reconhecida e respeitada em sua individualidade. Respeito no esporte No Anglo Sorocaba, o Joca, o Jocão e o Joquinha são iniciativas que promovem a vivência esportiva, o trabalho em equipe e o respeito às diferenças. Os jogos reúnem estudantes de diferentes anos, proporcionando o aprendizado sobre a interação com pessoas de idades, perfis e habilidades variados. Respeito e solidariedade A solidariedade é outra forma de demonstrar respeito. Na Festa Junina do Anglo Sorocaba, a proposta é promover o respeito ao próximo e incentivar os participantes a se colocarem no lugar do outro. Todos os anos, estudantes e famílias são envolvidos na arrecadação de doações e na colaboração com o Lar São Vicente de Paulo, uma prática efetiva para a formação cidadã.  Respeito global Respeitar ideias, argumentos, pontos de vista também faz parte da formação de estudantes. No INclub  e nas simulações da Organização das Nações Unidas (ONU) , os alunos participam de atividades que estimulam o protagonismo juvenil. Com essas experiências, os estudantes percebem que uma sociedade plural não exige que todos pensem da mesma forma, mas que saibam ouvir, argumentar e procurar caminhos comuns.   Respeito e fortalecimento de laços Aprender a ouvir, reconhecer as pessoas como elas são e acolher os sentimentos dos outros são atitudes para construir relações mais saudáveis dentro e fora da escola. No Anglo Sorocaba, a educação pautada em valores humanos é um caminho para desenvolver essa consciência. Uma pessoa respeitosa aprende a observar o que acontece ao seu redor, presta atenção às situações e procura compreender as relações humanas antes de tirar conclusões.  Por isso, respeitar e refletir são atitudes que caminham juntas e o colégio acredita que é possível formar pessoas melhores e construir um mundo mais gentil.      


28 de outubro, 2026

Coordenação motora se desenvolve antes das primeiras letras

Controlar a pressão do lápis, movimentá-lo sobre o papel e manter a folha no lugar exige coordenação motora. Quando essas ações ainda demandam muito esforço, a criança pode se cansar durante a escrita e precisar de ajuda para concluir os registros. Experiências com desenho, modelagem, encaixes e recortes permitem praticar movimentos utilizados nessas tarefas. A coordenação motora fina envolve principalmente mãos, dedos e punhos. Ela participa tanto da formação das letras quanto de ações como virar páginas, usar a borracha, abrir o estojo e manusear peças em um jogo de Matemática. Esse desenvolvimento acontece gradualmente, com oportunidades de experimentar materiais e ajustar os gestos. Na Educação Infantil, brincar e explorar objetos oferecem desafios importantes, sem que seja necessário antecipar cobranças de escrita formal.   O que o corpo precisa fazer para escrever Ao escrever, a criança acompanha visualmente o traçado e ajusta a direção, a velocidade e a força dos movimentos. Também precisa organizar o tamanho das letras e os espaços entre elas. São ações que se tornam mais controladas conforme ganha experiência. A tarefa envolve o corpo inteiro. A estabilidade do tronco, o apoio dos pés e a posição dos braços contribuem para usar o lápis com conforto. Por isso, observar somente os dedos pode deixar de revelar dificuldades relacionadas à postura ou à organização do espaço de trabalho. Uma mão conduz o lápis enquanto a outra ajuda a estabilizar a folha. Essa atuação conjunta também aparece no recorte, quando a criança movimenta a tesoura e posiciona o papel para acompanhar o contorno. “Ao observar uma atividade de escrita, precisamos considerar o esforço da criança, sua postura e a maneira como utiliza os materiais, e não somente o resultado no caderno”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). A escrita também depende de conhecimentos sobre a linguagem e o sistema alfabético. Ter facilidade com movimentos manuais não significa estar alfabetizado, assim como uma dificuldade no traçado não permite concluir que o estudante não compreendeu o conteúdo.   Brincadeiras que exercitam precisão e controle Apertar, enrolar e dividir massa de modelar exige movimentos diferentes dos utilizados para empilhar blocos ou montar um quebra-cabeça. A variedade permite experimentar formas de segurar, pressionar, encaixar e posicionar objetos. Desenho e pintura oferecem oportunidades para controlar direção e força. Pincéis, giz e lápis de diferentes espessuras solicitam ajustes no uso das mãos. Papéis maiores permitem gestos amplos, enquanto propostas com detalhes menores aumentam a exigência de precisão. Dobrar, rasgar e colar também são atividades úteis. Ao fazer uma dobradura, por exemplo, a criança precisa aproximar as partes do papel, conferir o alinhamento e pressionar a dobra. No recorte, aprende a coordenar a abertura e o fechamento da tesoura com o movimento da outra mão. Os materiais devem ser adequados à idade, com supervisão e cuidado especial com peças pequenas e instrumentos. O desafio precisa permitir tentativas: uma proposta difícil demais pode exigir tanta intervenção adulta que sobra pouca oportunidade para a criança participar. Essas experiências complementam o aprendizado específico da escrita. Quando o registro de letras passa a fazer parte das atividades escolares, ele também precisa de orientação e prática, respeitando o estágio de desenvolvimento do aluno.   Os efeitos na participação escolar Quando abrir uma embalagem, apontar o lápis ou organizar o material exige ajuda constante, a criança pode levar mais tempo para iniciar uma atividade. A dificuldade manual, nesse caso, interfere na participação mesmo antes de começar o exercício. O esforço excessivo durante os registros também pode desviar a atenção do conteúdo. Um estudante que se concentra intensamente em controlar o lápis pode encontrar dificuldade para acompanhar simultaneamente a explicação e escrever. Cabe aos adultos observar em quais tarefas o problema aparece. A criança consegue desenhar com conforto, mas se cansa na cópia? Manipula blocos com facilidade, porém precisa de ajuda com a tesoura? Essas diferenças permitem ajustar as propostas com maior precisão. Comparações com colegas e cobranças por uma letra considerada bonita não esclarecem a dificuldade. É mais útil acompanhar a evolução do próprio aluno, considerando legibilidade, conforto e participação. Carol Lyra destaca: “O apoio deve permitir que a criança participe da tarefa e avance aos poucos, sem transformar cada tentativa em uma cobrança por perfeição.”   Como oferecer apoio no cotidiano Em casa, fechar uma mochila, abotoar uma peça de roupa, guardar brinquedos e manusear livros são oportunidades de praticar movimentos com uma finalidade compreensível. O adulto pode demonstrar a ação e dar tempo para a tentativa antes de assumir a tarefa. A ajuda deve acompanhar a necessidade. Se a criança consegue realizar parte do movimento, pode receber apoio somente na etapa mais difícil. Fazer tudo por ela reduz as oportunidades de prática; exigir que resolva sozinha algo que ainda não consegue pode provocar frustração. Brincadeiras que envolvem correr, equilibrar-se, dançar e lançar objetos também devem ter espaço na rotina. O controle dos movimentos maiores e a percepção corporal participam do desenvolvimento motor, em conjunto com as experiências manuais. Família e escola podem compartilhar observações sobre cansaço, necessidade de ajuda e recusa de determinadas tarefas. Dificuldades intensas e persistentes, especialmente quando acompanhadas de dor ou prejuízo à rotina, merecem avaliação profissional. Na conversa com o professor, exemplos concretos são mais úteis do que dizer apenas que a criança “tem dificuldade motora”. Informar que ela interrompe a escrita por cansaço, precisa de ajuda para abrir o estojo ou evita atividades de recorte permite identificar quais situações exigem acompanhamento e quais adaptações podem facilitar sua participação. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/atividades-para-estimular-a-coordenacao-motora-fina/ e https://novaescola.org.br/conteudo/21671/ideias-atividades-diversificadas-promover-aprendizagens  


26 de outubro, 2026

Aprendizagem ganha contexto com cultura e esporte

Calcular a quantidade de ingredientes de uma receita, analisar as estatísticas de uma partida ou observar objetos em um museu são situações que ajudam a relacionar conteúdos escolares com experiências concretas. A aprendizagem pode ser favorecida quando o estudante utiliza o que estudou para comparar informações, explicar acontecimentos e resolver problemas. Essa relação depende de como a atividade é conduzida. Uma visita cultural, por exemplo, oferece oportunidades diferentes quando o aluno conhece o assunto da exposição, observa detalhes e depois discute o que encontrou. No esporte, registrar resultados e analisar estratégias permite trabalhar conhecimentos que também aparecem nas aulas. As experiências complementam o ensino organizado pela escola. Para compreender uma situação e explicar suas conclusões, crianças e adolescentes precisam recorrer a conceitos, procedimentos e informações estudados anteriormente.   O que uma visita cultural ajuda a compreender Museus, exposições, peças de teatro, filmes e manifestações populares apresentam referências que podem facilitar o entendimento de temas de História, Geografia, Arte e Língua Portuguesa. Um objeto antigo permite investigar como as pessoas trabalhavam, quais materiais utilizavam e como organizavam a vida em determinado período. O contato com essas referências também pode gerar dúvidas. Ao comparar uma fotografia histórica com a paisagem atual, o estudante pode perguntar por que alguns edifícios foram preservados, quais atividades desapareceram e como o crescimento da cidade modificou aquele espaço. Uma preparação breve ajuda a orientar a observação. Antes do passeio, professores ou familiares podem conversar sobre o local e levantar perguntas. Depois, vale retomar o que chamou a atenção e conferir informações que ficaram pouco claras. No caso de filmes e obras de ficção, é importante distinguir a criação artística dos registros históricos. Comparar a narrativa com outras fontes permite discutir escolhas do autor e identificar o que precisa ser investigado.   Como o esporte se relaciona com os conteúdos Uma partida oferece situações que envolvem medidas, tempo, pontuação e análise de resultados. Conforme a etapa escolar, os estudantes podem comparar placares, calcular médias ou organizar dados em tabelas e gráficos. Essas propostas precisam ter objetivos compreensíveis. Ao registrar os pontos de uma equipe durante vários jogos, por exemplo, a turma pode investigar se o desempenho foi regular e explicar quais informações sustentam sua avaliação. As modalidades esportivas também exigem decisões e convivência. Os participantes precisam compreender regras, combinar estratégias e assumir responsabilidades. Uma jogada que não funciona permite discutir o que ocorreu e quais ajustes podem ser feitos. A cooperação, porém, requer orientação. Dividir os alunos em equipes não garante que todos participem. É necessário observar se alguns concentram as decisões, se há colegas excluídos e como o grupo reage aos erros dos demais. “Quando o estudante explica como usou um conteúdo para resolver uma situação, o professor consegue identificar o que ele compreendeu e quais dúvidas ainda precisam ser trabalhadas”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP).   Atividades práticas permitem testar o raciocínio Receitas, experimentos, construções e pequenos projetos colocam o estudante diante de tarefas que exigem planejamento e verificação. Para preparar uma receita em quantidade diferente da original, é preciso interpretar instruções, identificar medidas e ajustar proporções. Em uma investigação sobre plantas, a turma pode acompanhar o crescimento de mudas, registrar as condições de cultivo e comparar resultados. A atividade permite discutir porque uma conclusão precisa considerar as observações feitas e os limites do experimento. O adulto pode ajudar com perguntas que levem à explicação do raciocínio. “Como você chegou a esse resultado?” e “O que mudou entre uma tentativa e outra?” são intervenções que permitem identificar dúvidas sem entregar imediatamente a resposta. Quando ocorre um erro, convém retomar o procedimento. Uma medida incorreta, uma instrução ignorada ou um registro incompleto podem explicar o resultado. Rever essas etapas ajuda o aluno a compreender o que precisa modificar. Nos trabalhos coletivos, todos devem ter uma participação identificável. Pesquisar, registrar, comparar informações e apresentar conclusões são responsabilidades que podem ser distribuídas e alternadas, evitando que a atividade fique concentrada em poucos integrantes.   Como a família pode participar no cotidiano Não é necessário organizar viagens ou contratar atividades para oferecer experiências variadas. Uma ida à feira, a leitura de uma notícia, um jogo de tabuleiro ou uma visita à biblioteca podem gerar conversas relacionadas ao que a criança estuda. Comparar preços e quantidades, consultar um mapa ou seguir instruções são oportunidades de utilizar conhecimentos em situações comuns. A participação deve respeitar a idade: crianças pequenas precisam de acompanhamento próximo, enquanto adolescentes podem assumir tarefas de planejamento e pesquisa. Também é importante preservar o lazer. Transformar cada passeio em questionário ou exigir um relatório depois de toda atividade pode reduzir o interesse. A conversa pode partir de uma observação espontânea, sem cobrança de desempenho. Para acompanhar a aprendizagem, família e escola podem observar se o estudante consegue explicar o que fez, justificar uma escolha ou utilizar um conceito em uma situação diferente. Quando ele realiza a atividade, mas não compreende o procedimento, vale retomar a explicação e propor outro exemplo, com o apoio necessário. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://novaescola.org.br/conteudo/20869/espacos-diversificados-de-aprendizagem-como-garanti-los-e-impulsionar-o-ensino-em-sua-escola e https://leiturinha.com.br/blog/descobertas-na-infancia-o-poder-das-primeiras-experiencias/  


23 de outubro, 2026

Anglo Sorocaba transforma despedida do Terceirão em momento afetivo

Quem já passou pelo terceiro ano do Ensino Médio sabe que essa fase tem um gostinho diferente. De um lado, estão as provas, os conteúdos para revisar e a expectativa pelo que vem pela frente. Do outro, a sensação de que uma etapa importante da vida está terminando.  No Anglo Sorocaba, a entrega do material de revisão marca simbolicamente o encerramento desse ciclo. Junto com o conteúdo de estudos, os alunos recebem um chaveiro de leão de pelúcia, símbolo do Anglo, e uma cartinha escrita pelos professores com mensagens de carinho e votos de boas provas.  “A gente deseja que eles guardem boas lembranças, que se emocionem ao recordar essa fase e, lá na frente, sintam saudade de tudo o que viveram aqui”, destaca Carol Lyra, diretora-geral. O leãozinho  O colégio pensou em cada detalhe dessa entrega. O material ajuda na preparação para as provas, enquanto o leãozinho e a cartinha trazem aquele incentivo extra que faz bem ao coração. É como se a escola desse um abraço nos alunos e dissesse: “Estamos torcendo por vocês!”.  Assim, a proposta é imaginar que o próprio leão, símbolo do Anglo, escreveu a cartinha, e a mensagem feita pelos professores, representa o reconhecimento de tudo o que foi vivido e aprendido ao longo dos anos.  Aplausos  Na hora de ir embora, mais uma surpresa. Os alunos do primeiro e do segundo ano formam um corredor de aplausos para a passagem dos colegas do terceiro.  Os aplausos reconhecem a caminhada dos estudantes e mostram que eles deixam marcas na comunidade escolar. Ao mesmo tempo, ajudam a transformar a despedida em uma lembrança positiva, compartilhada com colegas e professores. Cuidar das emoções  O encerramento do terceiro ano é uma das iniciativas que traduzem essa preocupação no Anglo Sorocaba. Ao longo de todo o ano letivo, o Anglo Sorocaba também trabalha o desenvolvimento socioemocional por meio de iniciativas como O Líder em Mim e o Eu Vejo Você. O colégio tem ainda com a assistência de psicólogos, que contribuem para o acolhimento e o acompanhamento dos estudantes em diferentes etapas da vida escolar. Essas ações contribuem para o acolhimento dos alunos e para o desenvolvimento de habilidades como autoconhecimento, empatia, responsabilidade, autonomia e convivência, respeitando as necessidades de cada faixa etária. O desejo do Anglo Sorocaba é que os estudantes encarem as próximas provas com confiança e tranquilidade e que, ao olharem para trás, reconheçam que todo o esforço e as experiências vividas ao longo dessa jornada valeram a pena.  Vea mais no blog: Socioemocional | Colégio Anglo Sorocaba  e  Líder em Medicina | Colégio Anglo Sorocaba  


21 de outubro, 2026