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Anglo Sorocaba sedia Workshop Regional Anglo
O encontro reunirá profissionais da educação de várias cidades do entorno de Sorocaba (SP) para um dia dedicado à formação e à troca de experiências. Promovido pela SOMOS Educação, uma das principais organizações do setor educacional do país, o Workshop Regional Anglo reforça a importância da atualização permanente de professores e gestores diante dos desafios e das transformações que marcam o cenário educacional. A iniciativa integra colégios do Sistema Anglo de Ensino e reunirá mais de 400 professores e gestores de escolas de municípios como Piedade, Capela do Alto, Ibiúna, Boituva, Tatuí, Itu, Salto, Piracicaba entre outros. A realização do evento no Anglo Sorocaba chega como um presente e, ao mesmo tempo, como um reconhecimento à trajetória de sucesso que, desde 1978, realiza educação com excelência se tornando uma referência dentro do Sistema Anglo. Veja: Convenção Anglo 2026 | Colégio Anglo Sorocaba e Sistema Anglo 75 anos | Colégio Anglo Sorocaba Para a diretora-geral, Carol Lyra, receber um encontro desse porte está alinhado à forma como a escola entende o desenvolvimento de sua equipe. “O Anglo Sorocaba é muito ativo e nossa equipe está sempre em movimento. A paixão pela educação se renova quando encontramos novas ideias, novas inspirações e quando nos permitimos olhar para nós mesmos e crescer como pessoas. Esse processo naturalmente se reflete no nosso trabalho e na experiência que proporcionamos aos nossos alunos”, afirma Carol. Palestras A programação contempla todas as etapas da educação. Para a Educação Infantil, entre os assuntos está “O Brincar e as Experiências Matemáticas na Educação Infantil”. Nos Anos Iniciais, um dos destaques é “Cálculo mental nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental”, além de discussões sobre neurociência e boas práticas pedagógicas. Já nos Anos Finais, os participantes poderão refletir sobre gestão da sala de aula e os desafios da aprendizagem na era digital. No Ensino Médio, os conteúdos passam por planejamento, estratégias didáticas, análise de dados e questões polêmicas da atualidade. Para os gestores, a programação inclui discussões sobre cultura digital e gestão de alta performance com decisões pautadas em dados. Com palestrantes conceituados e conteúdos direcionados às diferentes necessidades dos profissionais, o encontro cria um ambiente de troca de conhecimentos. Uma cultura de desenvolvimento A realização do workshop também se conecta a uma preocupação permanente do Anglo Sorocaba: o desenvolvimento pessoal e profissional de seus colaboradores. Essa cultura está presente em diferentes iniciativas, como as ações de capacitação profissional, que estimulam a formação contínua e a atualização dos profissionais. O projeto “O que te faz único”, por exemplo, valoriza a dimensão humana da comunidade escolar e reconhece talentos, características e experiências individuais que também contribuem para a construção coletiva da educação. O cuidado com as relações também faz parte desse processo. A promoção de um ambiente pautado pela parceria, pelo pertencimento e pela colaboração contribui para fortalecer os vínculos entre os profissionais e construir um cotidiano escolar mais integrado. Essa proposta também aparece em iniciativas relacionadas à governança do colégio. Professores que também produzem conhecimento O colégio se orgulha de contar, em sua equipe, com professores autores, profissionais que também participam da produção de conhecimento e levam sua experiência para além da sala de aula. É justamente esse o sentido de um encontro regional: reconhecer o caminho percorrido, perceber que ele está sendo bem trilhado e, ao mesmo tempo, entender que sempre há espaço para avançar. Para o Anglo Sorocaba, sediar um encontro que reúne centenas de educadores é também uma oportunidade de celebrar uma trajetória construída ao longo de 48 anos e renovar a busca por uma educação cada vez melhor. Veja também no blog: Estrutura escolar | Colégio Anglo Sorocaba e Governança em prática | Colégio Anglo Sorocaba
16 de setembro, 2026
Educação socioemocional: atividades que ajudam alunos
Uma conversa após um conflito, uma história que permite discutir o comportamento de um personagem, um jogo em grupo ou uma atividade em que o aluno precisa esperar sua vez são situações que podem trabalhar educação socioemocional. Essas experiências ajudam crianças e adolescentes a reconhecer emoções, comunicar o que sentem, lidar com frustrações e melhorar a convivência. As habilidades socioemocionais são desenvolvidas principalmente em situações concretas. Autocontrole, empatia, cooperação e capacidade de resolver conflitos precisam ser exercitados no cotidiano para que o estudante aprenda gradualmente a aplicá-los em diferentes contextos. Por isso, atividades adequadas à idade podem ser incorporadas à rotina escolar e familiar sem a necessidade de transformar todas as situações em conversas formais sobre sentimentos. Conversas ajudam a reconhecer e expressar emoções Identificar o que está sentindo é uma das primeiras etapas para que a criança consiga lidar melhor com uma emoção. Especialmente nos primeiros anos, raiva, medo, frustração ou tristeza podem aparecer primeiro por meio de choro, irritação, silêncio, recusa ou agitação. Conversas orientadas ajudam a ampliar o vocabulário emocional. Ao aprender a dizer que está preocupado, frustrado ou inseguro, o estudante encontra formas mais claras de comunicar uma situação antes de reagir impulsivamente. Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP), explica que essas habilidades precisam ser exercitadas em experiências reais: “A criança aprende gradualmente a reconhecer o que está sentindo e a encontrar formas adequadas de expressar essas emoções. A participação dos adultos ajuda a organizar esse processo.” As rodas de conversa também podem trabalhar escuta. Para participar, o aluno precisa aguardar sua vez, acompanhar o que os colegas dizem e compreender que outras pessoas podem interpretar uma mesma situação de maneiras diferentes. Histórias permitem discutir situações sem exposição pessoal Livros, contos e outras narrativas oferecem oportunidades para abordar conflitos, mudanças, medos, amizades, perdas e escolhas. O estudante pode analisar o comportamento de um personagem, identificar sentimentos envolvidos e discutir outras possibilidades de ação. Uma vantagem desse recurso é permitir que determinados temas sejam tratados sem exigir que a criança relate diretamente experiências pessoais. A história cria uma situação concreta a partir da qual a turma pode conversar sobre consequências, comportamentos e diferentes pontos de vista. Desenhos, dramatizações, produção de textos e criação de histórias também oferecem alternativas para crianças que ainda têm dificuldade para explicar verbalmente o que sentem. Essas atividades não devem ser utilizadas para interpretar isoladamente cada desenho ou produção como sinal de um problema emocional. Elas servem principalmente como recursos de expressão, comunicação e observação da convivência. Jogos trabalham frustração, regras e cooperação Os jogos oferecem diversas situações relacionadas à educação socioemocional. Durante uma partida, a criança precisa seguir regras, aguardar sua vez, tomar decisões e lidar com resultados que nem sempre correspondem ao que desejava. Perder, por exemplo, pode gerar irritação ou frustração. Com orientação adequada, a experiência permite aprender a reconhecer essa reação e continuar participando sem desrespeitar os demais jogadores. Nos jogos cooperativos, os participantes precisam organizar estratégias em conjunto. Isso exige comunicação, capacidade de ouvir propostas, negociação e percepção de que o resultado depende da participação de todos. Segundo Carol Lyra, essas situações oferecem oportunidades práticas de aprendizagem. “Esperar a vez, discordar sem agredir, aceitar um resultado e conseguir continuar participando são comportamentos que podem ser desenvolvidos com orientação e repetição.” Projetos coletivos exercitam convivência e responsabilidade Trabalhos em grupo também podem favorecer competências socioemocionais quando são acompanhados pelos educadores. Dividir tarefas, respeitar prazos, ouvir ideias diferentes e resolver divergências são parte da experiência. A simples formação de grupos, porém, não garante esse aprendizado. Sem orientação, alguns alunos podem assumir praticamente todo o trabalho enquanto outros participam pouco. A mediação ajuda os estudantes a compreender suas funções, organizar as etapas e solucionar impasses. Quando ocorre uma divergência, os adultos podem estimular os envolvidos a explicar o que aconteceu, ouvir outras versões e pensar em possíveis encaminhamentos. Esse tipo de experiência trabalha empatia e responsabilização. O estudante começa a perceber que suas decisões interferem no trabalho e também nas relações do grupo. Atividades precisam acompanhar a idade dos estudantes Na Educação Infantil, brincadeiras simbólicas, músicas, histórias, desenhos, jogos cooperativos e atividades de expressão podem facilitar o reconhecimento das emoções e a interação com outras crianças. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, leitura, produção de textos, projetos coletivos e combinados de convivência permitem ampliar o trabalho com comunicação, responsabilidade e resolução de conflitos. Entre alunos mais velhos, debates, projetos interdisciplinares e discussões sobre convivência digital ganham espaço. Redes sociais, grupos de mensagens, jogos on-line e compartilhamento de imagens também apresentam situações que exigem empatia, limites e responsabilidade. No Ensino Médio, pressão por desempenho, escolhas acadêmicas, organização da rotina e relações interpessoais trazem novas demandas emocionais. Em todas essas etapas, a atuação dos adultos continua necessária. Acolher o que o estudante sente não significa aceitar qualquer comportamento. Uma criança pode estar com raiva e, ao mesmo tempo, precisar entender que agredir um colega não é uma reação adequada. O avanço costuma aparecer em situações simples: quando o aluno consegue nomear uma frustração, pedir desculpas, ouvir uma orientação, refazer uma atividade, procurar ajuda ou resolver uma divergência com menor intervenção adulta. Como essas habilidades se desenvolvem gradualmente, observar a evolução ao longo do tempo costuma ser mais útil do que avaliar uma reação isolada. Para saber mais sobre o assunto, visite:https://novaescola.org.br/conteudo/16758/como-ensinar-habilidades-socioemocionais-por-meio-da-literaturae https://institutoayrtonsenna.org.br/o-que-defendemos/competencias-socioemocionais-estudantes/atividades-socioemocionais-para-criancas-do-fundamental-i/
14 de setembro, 2026
Responsabilidade infantil: como desenvolver essa habilidade
Guardar os brinquedos, cuidar do material escolar, cumprir um combinado ou lembrar de uma pequena tarefa são situações cotidianas em que a responsabilidade começa a ser desenvolvida. Na infância, essa habilidade não surge pronta: ela é construída aos poucos, conforme a criança recebe oportunidades para participar da rotina e assumir compromissos compatíveis com sua idade. O processo exige orientação e acompanhamento. Nos primeiros anos, as responsabilidades costumam envolver atividades simples e concretas. Conforme a criança cresce, podem incluir organização da mochila, acompanhamento de tarefas escolares, respeito a horários e maior participação na própria rotina de estudos. O objetivo não é antecipar obrigações de adultos, mas permitir que a criança aprenda, gradualmente, a cuidar de tarefas que já consegue executar. Responsabilidade precisa ser ensinada Pedir simplesmente que uma criança “seja responsável” pode não deixar claro o que se espera dela. Orientações específicas costumam ser mais efetivas. Dizer que é preciso guardar o caderno na mochila, separar o uniforme ou conferir a agenda indica exatamente qual ação deve ser realizada. A diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, Carol Lyra, de Sorocaba (SP), explica que esse aprendizado precisa acompanhar o desenvolvimento infantil: “A responsabilidade é construída quando a criança entende o que precisa fazer, recebe orientação e tem oportunidades frequentes de colocar aquela tarefa em prática.” A repetição contribui para transformar procedimentos em hábitos. Quando uma atividade passa a fazer parte da rotina, a criança tende a depender menos de lembretes constantes. Isso não significa que os adultos devam deixar de acompanhar. No início, uma criança pode organizar os materiais ao lado dos pais ou preparar a mochila com supervisão. Posteriormente, a ajuda pode ser reduzida conforme aumenta sua capacidade de realizar a tarefa sozinha. Tarefas devem ser adequadas à idade As responsabilidades precisam considerar maturidade, segurança e capacidade de compreensão. Uma criança pequena pode guardar brinquedos, colocar roupas usadas no cesto ou ajudar a recolher materiais. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, já pode participar mais ativamente da organização da mochila, do estojo e da agenda. Com o avanço da escolaridade, aumenta também a necessidade de acompanhar prazos, organizar materiais por disciplina e administrar períodos de estudo. Cobrar algo que a criança ainda não consegue realizar pode provocar insegurança, irritação e resistência. Por outro lado, fazer continuamente por ela tarefas que já teria condições de assumir limita as oportunidades de desenvolver autonomia. Também é necessário preservar tempo para estudo, brincadeiras, convivência e descanso. Responsabilidade infantil não significa sobrecarregar a criança com tarefas. A participação deve ocorrer de maneira compatível com cada etapa do desenvolvimento. Rotina favorece organização e independência A previsibilidade facilita o aprendizado. Quando determinados horários e tarefas se repetem regularmente, a criança passa a compreender melhor o que precisa fazer ao longo do dia. Uma rotina relativamente estável para acordar, estudar, brincar, guardar materiais e dormir pode diminuir a necessidade de comandos permanentes. Aos poucos, a criança associa determinados momentos a determinadas responsabilidades. Esse processo também estimula habilidades importantes para a vida escolar. Preparar a mochila para o dia seguinte, por exemplo, exige verificar quais materiais serão necessários, conferir tarefas e organizar objetos. A atividade envolve atenção, planejamento, memória e tomada de decisão. A responsabilidade também aparece na convivência. Respeitar horários, cumprir acordos, cuidar de materiais coletivos e participar de trabalhos em grupo ensina que as atitudes individuais podem interferir na rotina de outras pessoas. “O adulto precisa permitir que a criança participe e também que cometa pequenos erros. Esquecer alguma coisa ocasionalmente pode fazer parte do aprendizado, desde que haja orientação para compreender o que aconteceu e pensar em como evitar a repetição”, observa Carol Lyra. Como lidar com erros e esquecimentos? Esquecer um material, deixar um brinquedo fora do lugar ou não cumprir uma tarefa em determinada ocasião não significa necessariamente falta de responsabilidade. A formação de hábitos inclui falhas, tentativas e necessidade de repetição. Nessas situações, broncas longas ou punições sem relação direta com o ocorrido tendem a contribuir pouco. É mais útil mostrar a consequência concreta. Se a mochila não foi preparada e um material ficou em casa, por exemplo, o adulto pode conversar sobre o que poderia ter sido feito anteriormente para evitar o problema. Também é recomendável evitar rótulos. Dizer que uma criança “é irresponsável” transforma uma falha específica em uma característica pessoal. Descrever o ocorrido — a tarefa não foi anotada ou o horário não foi respeitado — facilita uma orientação mais objetiva sobre o comportamento esperado. Quando esquecimentos e dificuldades de organização se tornam muito frequentes, é importante observar o contexto. Cansaço, excesso de tarefas, rotina desorganizada, dificuldade para compreender instruções ou necessidade de apoio adicional podem interferir no cumprimento dos compromissos. Família e escola participam desse aprendizado A casa oferece situações frequentes para desenvolver responsabilidade por meio de pequenas tarefas. A escola amplia essas experiências ao trabalhar com horários, materiais, atividades coletivas, regras e prazos. Com o avanço da escolaridade, a responsabilidade passa a ter impacto crescente na autonomia acadêmica. O estudante precisa acompanhar atividades, preparar materiais, organizar o tempo de estudo e aprender também a pedir ajuda quando encontra dificuldades. A tecnologia acrescentou novas tarefas a essa rotina. Organizar arquivos, acompanhar atividades em plataformas digitais e cumprir prazos de trabalhos on-line também exige planejamento e acompanhamento, principalmente enquanto esses hábitos ainda estão sendo construídos. O desenvolvimento não ocorre no mesmo ritmo para todas as crianças. Algumas precisam de mais lembretes, repetição ou supervisão durante determinado período. O sinal de progresso aparece quando, gradualmente, passam a lembrar compromissos, cuidar de seus pertences, reconhecer falhas e realizar tarefas com menor dependência dos adultos. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/colegio-bosque-mananciais/como-incentivar-os-filhos-nas-tarefas-domesticas-e-a-desenvolverem-autonomia-infantil/e https://www.fadc.org.br/noticias/autonomia-infancia
11 de setembro, 2026
Preparação do JOCA, Jocão e Joquinha já começou no Anglo Sorocaba
Tem treino acontecendo, equipe se organizando, aluno pesquisando, ensaio ganhando forma e muita gente pensando em como mobilizar a cidade. Se você passar pelo Anglo Sorocaba nas próximas semanas, provavelmente vai perceber que tem alguma coisa diferente no ar. É que setembro e outubro são meses de JOCA, Jocão e Joquinha. É que os Jogos Olímpicos do Colégio Anglo começam muito antes do primeiro apito. Veja a última edição Instagram No Ensino Médio, a competição recebe o nome de Jocão. No Fundamental Anos Finais, é o JOCA; nos Anos Iniciais, o Joquinha. E os pequenos da Vila dos Ferinhas também têm sua própria versão, o Joquinha na Vila. Antes de vestir a camiseta da equipe e entrar em quadra, os alunos têm uma missão importante: construir seus times. As equipes são formadas de maneira multisseriada, reunindo estudantes de diferentes anos. Assim, um grupo não é composto apenas por colegas da mesma turma ou da mesma série. A proposta faz com que os estudantes precisem sair um pouco da própria “bolha” e aprender a trabalhar com pessoas de diferentes idades, perfis e habilidades. E isso exige organização, diálogo e colaboração. Treino, dança e muitos desafios pela frente E, claro, toda essa preparação também passa pelo esporte. Afinal, os Jogos Olímpicos do Colégio Anglo têm uma programação que reúne diferentes modalidades e permite que os alunos experimentem desafios variados. Futsal, handebol, vôlei, atletismo, tênis de mesa, beach tennis, vôlei de areia, futmesa e pickleball estão entre as modalidades que movimentam os preparativos. No atletismo, por exemplo, entram provas como salto em distância e arremesso de peso. Para além das competições, as equipes também precisam se preparar para as apresentações de dança e outras atividades que fazem parte da programação. É mais uma oportunidade para que talentos diferentes apareçam e para que os alunos descubram que uma equipe forte não é necessariamente aquela em que todos fazem a mesma coisa, mas aquela em que cada um encontra uma maneira de contribuir. Tema envolve educação antirracista Neste ano, os estudantes estão conhecendo e pesquisando povos originários do Brasil, dando continuidade ao trabalho de educação antirracista desenvolvido pela escola. Em uma edição anterior, a inspiração veio de diferentes povos e etnias africanas que foram forçadamente trazidos ao Brasil durante o processo de tráfico negreiro e escravização. O objetivo é ampliar conhecimentos sobre diferentes culturas e refletir sobre diversidade, identidade e respeito. É uma característica que conversa com o trabalho desenvolvido pelo Anglo Sorocaba ao longo do ano. A educação antirracista e o respeito à diversidade fazem parte de uma formação que busca preparar os estudantes não apenas para os conteúdos acadêmicos, mas também para a convivência e para a participação consciente na sociedade. Os alunos também começam a pensar em como transformar esse conhecimento em identidade para suas equipes. Afinal, ainda tem apresentação, dança, torcida e muita criatividade pela frente! Solidariedade Se formar uma equipe já exige trabalho coletivo, organizar a ação solidária leva essa experiência ainda mais longe. Em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), os alunos estão mobilizados para arrecadar produtos de higiene. Mas a proposta não é simplesmente pedir uma contribuição em casa. A ideia é fazer com que os estudantes se tornem agentes da campanha. Por isso, eles estão buscando maneiras de mobilizar outras pessoas e instituições. Vale conversar com comerciantes, procurar clubes, apresentar a proposta, buscar doações e encontrar formas criativas de envolver a comunidade. É uma verdadeira força-tarefa que coloca os alunos em contato com diferentes pessoas e situações. Os eventos esportivos também reforçam o compromisso do Anglo Sorocaba com uma educação conectada aos princípios de ESG, especialmente no aspecto social. O conceito, que envolve práticas ambientais, sociais e de governança, ganha significado no caso dos Jogos em que os alunos vivenciam a responsabilidade social enquanto participam de uma atividade que faz parte da rotina escolar. “Na prática, eles aprendem que solidariedade também envolve iniciativa, comunicação, planejamento e responsabilidade. Uma equipe precisa se organizar, dividir tarefas e pensar em estratégias para alcançar o objetivo. Tudo isso antes mesmo de começar a disputa esportiva”, afirma a diretora geral, Carol Lyra. Expectativa Agora, com equipes formadas, treinos acontecendo e a mobilização solidária em andamento, a contagem regressiva já começou. E tudo indica que setembro e outubro serão meses para viver, na prática, tudo o que foi construído durante essa preparação. Veja mais: Competições esportivas | Colégio Anglo Sorocaba e Esportes coletivos | Colégio Anglo Sorocaba
09 de setembro, 2026
Foco infantil: como a atenção influencia o aprendizado
O foco é uma habilidade essencial para que a criança consiga acompanhar explicações, compreender orientações, organizar pensamentos, resolver atividades e concluir tarefas. Na infância, porém, a capacidade de manter a atenção ainda está em desenvolvimento e varia conforme a idade, o tipo de atividade e fatores como sono, rotina, ambiente, estado emocional e interesse pelo conteúdo. Por isso, uma criança que se distrai com frequência não está necessariamente desinteressada ou sendo indisciplinada. Sons, movimentos, conversas, objetos e outros estímulos competem pela atenção, principalmente nas primeiras fases do desenvolvimento. Aos poucos, com o amadurecimento das funções executivas, ela passa a selecionar melhor o que é relevante, controlar impulsos e sustentar o esforço mental por períodos maiores. Na escola, essa habilidade interfere diretamente na forma como as informações são recebidas e processadas. Quando a atenção se fragmenta repetidamente, a criança pode perder partes importantes de uma explicação, esquecer instruções ou ter dificuldade para acompanhar as etapas de uma atividade. Foco não significa permanecer parado ou em silêncio Uma das interpretações equivocadas sobre o foco infantil é associá-lo somente ao comportamento silencioso. A criança pode estar concentrada enquanto participa de uma experiência, manipula materiais, conversa sobre um problema, trabalha em grupo ou formula perguntas. O que importa é a qualidade da atenção dedicada à atividade.“É importante observar se a criança compreende o que está sendo proposto, consegue acompanhar a atividade e mantém envolvimento compatível com sua idade. Movimento ou participação não significam, por si só, falta de concentração”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, em Sorocaba (SP). O foco também aparece em ações simples da rotina escolar, como organizar o material, esperar a vez durante uma atividade, acompanhar uma leitura, iniciar uma tarefa após uma orientação ou retomar o trabalho depois de uma interrupção. Por que a atenção interfere na aprendizagem? Para aprender, a criança precisa manter determinadas informações disponíveis por tempo suficiente para compreendê-las e relacioná-las a outros conhecimentos. Esse processo envolve atenção e memória de trabalho. Em uma atividade de matemática, por exemplo, o aluno precisa compreender o enunciado, identificar as informações relevantes, escolher uma operação e acompanhar as etapas até chegar ao resultado. Na leitura, precisa manter a atenção nas palavras e conectar as ideias apresentadas ao longo do texto. Quando ocorrem interrupções constantes, esse processo pode ficar comprometido. A criança pode precisar reler uma instrução várias vezes, esquecer o que deveria fazer ou cometer erros decorrentes da distração. Já quando consegue sustentar o foco, tem melhores condições de compreender os objetivos da tarefa, identificar dúvidas, organizar as respostas e concluir a atividade. Rotina, ambiente e instruções fazem diferença A capacidade de concentração não depende somente da vontade do aluno. As condições oferecidas pelo ambiente também interferem. Rotinas previsíveis ajudam a criança a entender a sequência do dia e o que se espera dela em cada momento. Da mesma forma, instruções claras e objetivas facilitam o direcionamento da atenção. Orientações muito longas ou apresentadas em muitas etapas ao mesmo tempo podem dificultar a compreensão, principalmente entre crianças menores. Dividir atividades extensas em etapas também pode ajudar. Uma produção de texto, por exemplo, pode ser organizada em planejamento das ideias, primeira versão, revisão e finalização. Essa divisão reduz a quantidade de informações que precisam ser administradas simultaneamente e permite que a criança se concentre em uma tarefa de cada vez. O ambiente físico também deve ser observado. Excesso de ruído, interrupções frequentes e muitos estímulos visuais podem prejudicar algumas crianças. Isso não significa que a escola precise funcionar em silêncio, mas que a organização do espaço pode contribuir para reduzir distrações desnecessárias. Sono, emoções e telas também influenciam O rendimento da atenção pode mudar de um dia para outro. Crianças cansadas, preocupadas, frustradas ou ansiosas podem ter maior dificuldade para acompanhar uma atividade. O sono merece atenção especial. Dormir pouco ou ter descanso de baixa qualidade pode provocar irritabilidade, lentidão, desatenção e dificuldades de memória. Horários irregulares e o uso de telas próximo ao momento de dormir também podem interferir na qualidade do descanso. O consumo de conteúdos digitais de rápida alternância é outro aspecto que precisa ser acompanhado. Vídeos curtos, jogos e aplicativos oferecem estímulos frequentes e imediatos. Quando usados em excesso, podem tornar atividades que exigem leitura prolongada, espera ou raciocínio sequencial menos atraentes para algumas crianças. Isso não significa excluir a tecnologia da rotina. O mais importante é estabelecer equilíbrio, finalidade e acompanhamento adequado ao uso. Família e escola devem observar padrões Atividades comuns do cotidiano podem contribuir para o desenvolvimento do foco. Leitura, jogos de regras, quebra-cabeças, desenho, esportes, música, atividades manuais e pequenas responsabilidades domésticas exercitam habilidades como atenção, sequência, persistência e controle de impulsos. Em casa, horários relativamente previsíveis para estudo, um ambiente com menos distrações e os materiais preparados antes de começar uma tarefa podem facilitar a concentração. O acompanhamento dos adultos também deve considerar a idade e a autonomia da criança. Carol Lyra destaca que as expectativas precisam respeitar as diferenças individuais. “Nem todas as dificuldades de foco têm a mesma origem. Antes de interpretar a distração como falta de interesse, é necessário observar quando ela acontece, com que frequência e quais condições favorecem ou dificultam a participação da criança”, afirma a diretora. Dificuldades frequentes para finalizar tarefas, esquecimento constante de orientações, dispersão intensa em diferentes situações, perda recorrente de materiais e queda no desempenho associada à desorganização são sinais que merecem acompanhamento mais próximo. Esses comportamentos, isoladamente, não permitem tirar conclusões ou estabelecer diagnósticos. Quando são persistentes e interferem significativamente na aprendizagem e na rotina, família e escola podem compartilhar suas observações e avaliar a necessidade de orientação especializada. O desenvolvimento do foco ocorre gradualmente. A atenção esperada de uma criança pequena é diferente daquela exigida de um estudante mais velho, e mesmo alunos da mesma idade podem apresentar ritmos distintos. Identificar essas diferenças ajuda os adultos a oferecer condições mais adequadas para que a criança consiga acompanhar as atividades, organizar seu comportamento e avançar na aprendizagem. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/como-ajudar-a-crianca-a-se-concentrar/e https://www.socriancas.com.br/post/dificuldade-de-concentra%C3%A7%C3%A3o-na-escola-como-ajudar-seu-filho-a-focar-nos-estudos
04 de setembro, 2026
Alunas protagonistas do Anglo Sorocaba conquistam novos caminhos
Maria Flor, Rafaela e Manuella são exemplos de alunas que transformam oportunidades em experiências e mostram como a iniciativa e o envolvimento podem abrir caminhos dentro e fora da escola. Enquanto uma se destaca em uma competição internacional, outra vive uma experiência de diplomacia na China e uma terceira encontra na literatura uma maneira de expressar sua voz e participar de uma publicação. Vamos contar o que essas alunas protagonistas do Anglo Sorocaba estão fazendo: Maria Flor: da criação do INclub a uma competição internacional Maria Flor Jorge Lorentz é finalista da John Locke Essay Competition, competição internacional que reúne estudantes de diferentes partes do mundo. Em seu trabalho, a aluna aborda um tema de grande relevância: a democracia na América Latina. A conquista é resultado de uma trajetória que começou também dentro do ambiente escolar. Em 2025, Maria Flor fundou o INclub no colégio, iniciativa voltada às simulações diplomáticas e ao desenvolvimento de habilidades como argumentação, pensamento crítico, negociação e liderança. A proposta envolveu outros estudantes e ganhou força. O projeto cresceu e recebeu um importante reconhecimento nacional: o INclub do Anglo Sorocaba foi consagrado como o melhor do Brasil. Veja o momento clicando aqui. A estudante participou de experiências internacionais, incluindo uma no México representando o Anglo Sorocaba, além de Brasília, em que recebeu o reconhecimento de melhor documento da simulação. As experiências também estão relacionadas a modelos desenvolvidos em parceria com instituições internacionais, como Yale, aproximando os estudantes de discussões sobre relações internacionais e questões globais. Vivências como essas representam oportunidades de desenvolver competências, ampliar referências e conhecer ambientes acadêmicos diferentes. Rafaela: liderança e uma experiência na China Se Maria Flor deu início ao INclub no Anglo Sorocaba, Rafaela Barros Walkinir representa a continuidade dessa iniciativa. A passagem da liderança para também marcou essa trajetória, veja neste post do Instagram. A nova função é também parte de uma trajetória que vem sendo construída por meio das simulações diplomáticas. A participação na InterSorocaba, que classificou quatro alunos do Anglo para o MIB Final em Brasília em dezembro e garantiu, à estudante, a classificação para o WEMUN 2026, na China. Atualmente, Rafaela está no país vivendo essa experiência internacional, que reúne jovens para discutir questões globais e desenvolver competências relacionadas ao pensamento crítico, à liderança e à colaboração. Em um encontro dessa dimensão, o conhecimento adquirido na escola encontra situações reais de interação com diferentes culturas e perspectivas. Confira mais sobre a participação de Rafaela na China. Manuella: protagonismo também se escreve Manuella, da 2ª série do Ensino Médio do Anglo Sorocaba, foi convidada a escrever o prefácio do livro Mulheres que Transformam, Vozes que Florescem, de Andrezza Tavares Paiva et al. (orgs.). O lançamento da obra teve um significado ainda mais especial porque, durante a cerimônia, foi relembrado um vídeo gravado pela estudante quando ela ainda estava no 5º ano. Naquela época, Manuella compartilhou o sonho de um dia transformar o Brasil. Anos depois, vê-la participar da publicação de uma obra dedicada a histórias de mulheres e transformação cria uma conexão especial entre aquele sonho de infância e a jovem que ela está se tornando. Ao escrever o prefácio, Manuella coloca sua voz em uma obra que dialoga com temas relevantes para a sociedade e assume a responsabilidade por contribuir com essa narrativa. Veja mais sobre a participação de Manuella no lançamento do livro. Fique por dentro de alguns projetos As histórias de Maria Flor, Rafaela e Manuella fazem parte de uma proposta mais ampla de formação. No Anglo Sorocaba, experiências nacionais e internacionais ajudam os estudantes a desenvolver habilidades que complementam os conteúdos trabalhados em sala. O INclub é um desses projetos. Dedicado às simulações diplomáticas, ele proporciona contato com temas globais e estimula competências relacionadas à argumentação, negociação, liderança e pensamento crítico. Durante as simulações, os participantes assumem papéis de representantes de países ou organizações. Conheça mais sobre o INclub no Anglo Sorocaba. Esse link é o do início do INclub, já estava aqui ???? O Anglo tem parcerias internacionais, como mostra esta matéria Educação | Internacional | High School. Outra iniciativa interessante para os estudantes é o High School, que amplia a formação dos jovens e permite ao estudante conquistar uma dupla diplomação sem sair do Brasil. Veja mais nesta matéria: High school | Colégio Anglo Sorocaba Incentivar formas de protagonismo No Anglo Sorocaba, essa diversidade é parte da proposta de formação. Experiências nacionais e internacionais criam oportunidades para que os alunos coloquem diferentes competências em prática e descubram novas possibilidades. “Não existe um único modelo de aluno protagonista. Cada jovem pode encontrar sua própria maneira de participar e contribuir. Alguns vão se identificar com debates e relações internacionais. Outros encontrarão seu espaço na escrita, na ciência, nas artes, nos esportes, na tecnologia ou em iniciativas sociais. O papel da escola é ajudar a abrir essas possibilidades”, explica a diretora-geral, Carol Lyra. Para os colegas, acompanhar essas conquistas também pode ser inspirador. É assim que o estudante passa, pouco a pouco, a enxergar não apenas o que precisa aprender, mas também tudo o que pode fazer com aquilo que aprende.
02 de setembro, 2026