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Desenvolvimento ajuda a revelar interesses infantis
O desenvolvimento influencia diretamente a forma como crianças e adolescentes percebem seus interesses, testam habilidades e constroem referências para escolhas futuras. Antes da decisão por uma profissão ou por uma área de estudo, há um processo gradual de observação, experimentação e amadurecimento que aparece nas brincadeiras, nas perguntas, nas preferências escolares, nas relações sociais e nas atividades que despertam maior envolvimento. Esse processo envolve aspectos cognitivos, emocionais, sociais e motores. Cada criança aprende, reage e se expressa em ritmos diferentes. Por isso, compreender o desenvolvimento como uma trajetória contínua ajuda famílias e escolas a observarem sinais importantes sem transformar a infância em uma preparação antecipada para a vida profissional. Interesses aparecem nas experiências do cotidiano Na infância, muitos interesses surgem em situações simples. Uma criança que gosta de montar estruturas pode demonstrar facilidade com organização espacial. Outra que cria histórias, personagens e diálogos pode revelar interesse por linguagem, comunicação ou expressão artística. Há também crianças que se envolvem com música, esportes, natureza, tecnologia, desenho, jogos de lógica ou atividades de cuidado. Esses sinais não devem ser interpretados como definição precoce de carreira. Eles funcionam como pistas sobre formas de aprender, preferências e modos de interação com o mundo. O interesse pode mudar ao longo do tempo, mas a observação atenta permite identificar padrões de comportamento que ajudam os adultos a oferecer estímulos mais adequados. “A criança precisa ter oportunidade de experimentar diferentes atividades, errar, tentar novamente e perceber o que faz sentido para ela em cada fase do desenvolvimento”, afirma Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). O brincar tem papel importante nesse processo. Nas brincadeiras, a criança testa papéis, resolve problemas, negocia regras, expressa emoções e aprende a lidar com frustrações. Ao brincar de construir, cuidar, organizar, ensinar, competir ou inventar, ela exercita habilidades que podem estar relacionadas a interesses futuros. Vocação não deve ser confundida com talento Um ponto importante para famílias e educadores é diferenciar vocação, interesse e talento. Talento está ligado à facilidade para realizar determinada atividade. Interesse envolve curiosidade, prazer e disposição para se dedicar a um tema. Vocação, por sua vez, está associada à identificação mais profunda com uma área, atividade ou forma de atuação. Nem sempre esses elementos aparecem juntos. Uma criança pode ter facilidade em matemática, mas não demonstrar interesse por áreas exatas. Outra pode gostar muito de música, desenho ou esporte, mesmo sem apresentar desempenho técnico destacado no início. Quando os adultos valorizam apenas a facilidade imediata, há risco de ignorar interesses reais que ainda estão em formação. Também é comum que crianças mudem de foco com frequência. Esse comportamento faz parte do desenvolvimento e não significa falta de compromisso. Em muitos casos, a alternância entre atividades indica que a criança está ampliando repertório, comparando experiências e compreendendo melhor suas preferências. O papel da família é observar sem impor conclusões definitivas. Comentários como “você nasceu para isso” ou “isso não dá futuro” podem limitar a exploração. O acompanhamento mais adequado envolve escuta, incentivo equilibrado e atenção aos sinais de entusiasmo, persistência e bem-estar. Desenvolvimento emocional interfere nas escolhas O desenvolvimento emocional tem influência direta na maneira como crianças e adolescentes reconhecem seus interesses. Quem cresce em um ambiente em que pode falar sobre sentimentos, lidar com erros e receber orientação diante de dificuldades tende a desenvolver mais segurança para experimentar. A pressão excessiva por desempenho pode produzir o efeito contrário. Crianças que se sentem avaliadas o tempo todo podem evitar atividades novas por medo de errar. Adolescentes muito cobrados por escolhas rápidas podem optar por caminhos que atendem às expectativas externas, mas não correspondem aos próprios interesses. A autoestima também interfere nesse processo. Quando a criança acredita que pode aprender, mesmo sem dominar uma atividade de imediato, ela tende a persistir mais. Essa persistência ajuda a diferenciar uma dificuldade normal de aprendizagem de uma falta real de interesse. Segundo Carol Lyra, o adulto deve prestar atenção tanto ao desempenho quanto ao envolvimento da criança. “Nem sempre a área em que o aluno tem mais facilidade é aquela que desperta maior interesse. Observar motivação, curiosidade e participação ajuda a compreender melhor esse processo”, explica. Escola amplia repertório e possibilidades A escola tem papel relevante porque oferece contato com diferentes áreas do conhecimento e formas de expressão. Aulas, projetos, atividades esportivas, leitura, arte, ciência, tecnologia, debates e trabalhos em grupo permitem que o aluno experimente situações variadas e descubra afinidades. Essa diversidade é importante porque nem todos os interesses aparecem dentro das mesmas disciplinas ou no mesmo formato de aprendizagem. Alguns estudantes se destacam em atividades de escrita. Outros demonstram mais envolvimento em experiências práticas, investigações científicas, apresentações orais, atividades corporais, resolução de problemas ou trabalhos colaborativos. O ambiente escolar também permite que professores observem comportamentos em contextos diferentes dos vividos em casa. Participação em grupo, liderança, concentração, criatividade, organização, comunicação e capacidade de resolver conflitos são aspectos que ajudam a compreender o desenvolvimento de cada aluno. Na adolescência, esse acompanhamento ganha importância adicional. É nessa fase que começam a surgir decisões mais concretas sobre itinerários formativos, vestibulares, cursos técnicos, graduação e projetos profissionais. Mesmo assim, a escolha não deve ser tratada como definitiva. Mudanças de percurso são comuns e fazem parte da construção de uma trajetória pessoal e profissional. Orientação vocacional pode apoiar adolescentes Testes vocacionais e processos de orientação podem ser úteis, especialmente para adolescentes que se aproximam do momento de escolher uma área de estudo. Essas ferramentas ajudam a organizar informações sobre interesses, aptidões, valores e preferências, mas não substituem o histórico de experiências vividas pelo estudante. Quando conduzida por profissionais qualificados, a orientação vocacional pode ampliar o autoconhecimento e apresentar possibilidades que o jovem ainda não havia considerado. No caso de testes psicológicos formais, a aplicação e a interpretação devem ser feitas por psicólogos registrados no Conselho Regional de Psicologia. Para pais e educadores, o ponto central é entender que a descoberta de interesses não ocorre em uma única etapa. Ela começa na infância, passa pelas experiências escolares, envolve convivência, emoções, tentativa, erro e amadurecimento. Observar o desenvolvimento com atenção ajuda a oferecer apoio mais consistente, sem antecipar escolhas nem reduzir a criança a uma habilidade específica. Na rotina, sinais como entusiasmo por determinadas atividades, perguntas recorrentes, facilidade de concentração, iniciativa, resistência diante de desafios e preferência por certos temas podem indicar áreas de interesse. Esses sinais merecem ser acolhidos como parte do processo formativo, sempre com abertura para mudanças conforme a criança cresce e amplia sua visão de mundo. Para saber mais sobre o assunto, visite https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/entenda-a-importancia-do-teste-vocacional-com-psicologo e https://conectandoolhares.com.br/talento-e-vocacao-o-chamado-e-a-bussola
17 de junho, 2026
Férias de inverno com atividades para criar boas memórias
Com as temperaturas mais amenas, muitas famílias procuram alternativas que combinem diversão e convivência sem a necessidade de grandes viagens ou investimentos. O Anglo Sorocaba lembra que este período das férias escolares de junho pode ser uma chance para fortalecer vínculos seja para crianças ou adolescentes. Programações aconchegantes para os dias frios O inverno convida a desfrutar de atividades que proporcionam conforto. Em muitos casos, os momentos mais simples acabam se tornando as melhores lembranças. Uma sessão de cinema em casa, por exemplo, pode ganhar um clima especial. Vale escolher filmes adequados para cada faixa etária, preparar pipoca, separar cobertores e transformar a sala em um verdadeiro cinema particular. A experiência pode ficar ainda mais divertida quando cada integrante da família escolhe um título para assistir durante a semana. Uma alternativa é criar uma tarde gastronômica. Preparar chocolate quente, cookies, bolos simples ou até receitas típicas da estação permite que crianças participem do processo e desenvolvam autonomia em tarefas adequadas à idade. Além da diversão, cozinhar juntos favorece a colaboração e gera momentos de conversa espontânea. Os dias mais frios também combinam com leitura. Livros de aventura, fantasia, mistério ou histórias inspiradoras podem estimular a imaginação e ampliar o repertório cultural. Para os menores, a leitura compartilhada fortalece o vínculo com os responsáveis. Já os adolescentes podem aproveitar o período para conhecer obras que despertem seu interesse, sem a pressão das leituras escolares. Montar um espaço confortável com almofadas, mantas e iluminação agradável pode tornar esse hábito ainda mais convidativo. Brincadeiras e experiências para as crianças As férias representam uma pausa importante na rotina escolar, mas isso não significa passar muito tempo diante das telas. Existem inúmeras atividades que estimulam criatividade, movimento e descoberta. Uma opção interessante é organizar oficinas em casa. Pintura, desenhos, modelagem com massa, dobraduras e criação de personagens ajudam a desenvolver habilidades motoras e expressão artística. O mais importante é permitir que a criança explore ideias livremente, sem preocupação com resultados perfeitos. Caças ao tesouro também costumam fazer sucesso. Com pistas espalhadas pela casa ou pelo condomínio, a brincadeira estimula raciocínio, observação e cooperação. Outra possibilidade é construir cabanas utilizando lençóis, cadeiras e almofadas. Dentro desse espaço, as crianças podem ouvir histórias, brincar de faz de conta ou compartilhar momentos de leitura. Quando o clima permitir, atividades ao ar livre continuam sendo importantes. Passeios em parques, caminhadas leves, brincadeiras com bola, bicicleta ou patins ajudam a manter o corpo em movimento e favorecem o contato com ambientes diferentes. Além disso, encontros com colegas durante as férias podem fortalecer amizades e proporcionar experiências sociais. Uma tarde de brincadeiras, um piquenique ou uma visita a um espaço cultural são alternativas que unem diversão e convivência. Ideias para adolescentes Eles costumam buscar maior autonomia durante as férias, mas ainda valorizam momentos de interação quando as atividades são compatíveis com seus interesses. Os jogos eletrônicos podem fazer parte da programação de maneira equilibrada. Games cooperativos ou competitivos entre amigos e familiares criam oportunidades de entretenimento compartilhado e estimulam estratégias, tomada de decisão e trabalho em equipe. Os jogos de tabuleiro modernos também são excelentes opções. Existem versões voltadas para diferentes idades e perfis, incluindo desafios de raciocínio, investigação e criatividade. Outra sugestão é incentivar projetos pessoais. Aprender uma nova habilidade, experimentar técnicas de fotografia, produzir vídeos, explorar desenho digital, cozinhar receitas diferentes ou iniciar um curso livre são ideia produtivas. Os adolescentes também podem aproveitar o período para explorar conteúdos culturais. Filmes, documentários, séries, podcasts e livros relacionados a temas de interesse pessoal ajudam a ampliar conhecimentos. Encontros presenciais com amigos são importantes para o desenvolvimento social. Uma tarde de conversa, uma maratona de filmes ou atividades esportivas promovem interação saudável. O equilíbrio entre momentos individuais e experiências coletivas costuma ser a combinação mais enriquecedora para essa faixa etária. Conexão familiar Em meio às responsabilidades do dia a dia, muitas famílias encontram dificuldade para compartilhar tempo de qualidade. Uma ideia simples é criar pequenas tradições durante o período. Jogos de cartas e tabuleiros costumam reunir pessoas de diferentes idades e gerar momentos descontraídos. Passeios locais também merecem atenção. Muitas vezes, existem atrações interessantes próximas de casa que passam despercebidas durante a correria da rotina. Museus, feiras culturais, parques, apresentações artísticas e espaços históricos podem proporcionar experiências enriquecedoras para toda a família. Outra sugestão é realizar desafios coletivos, como montar um quebra-cabeça grande ao longo das férias, criar um álbum de fotos do período ou elaborar uma lista de atividades para cumprir juntos. Mais importante do que planejar uma agenda cheia é valorizar a qualidade das experiências compartilhadas. Conversar, ouvir, rir e participar de atividades em conjunto fortalece laços afetivos e cria memórias duradouras. As férias de inverno não precisam ser marcadas apenas pelo descanso. Com criatividade e disposição para aproveitar o tempo disponível, é possível transformar esse período em uma fase de desenvolvimento pessoal e fortalecimento das relações familiares e de amizade. Veja mais no blog: Viagem em família | Colégio Anglo Sorocaba e Receitas em família | Colégio Anglo Sorocaba
15 de junho, 2026
Brincar ajuda no desenvolvimento infantil
O brincar ocupa papel importante no desenvolvimento infantil porque reúne movimento, imaginação, linguagem, convivência e resolução de problemas em situações naturais para a criança. Quando brinca, ela experimenta papéis, testa limites, organiza ideias, aprende regras, expressa sentimentos e amplia a relação com outras crianças e adultos. Por isso, a brincadeira não deve ser vista apenas como intervalo da rotina, mas como uma atividade que participa diretamente da formação física, cognitiva, social e emocional. Na infância, muitas aprendizagens acontecem antes mesmo de a criança conseguir explicá-las verbalmente. Ao empilhar blocos, cuidar de uma boneca, montar uma pista, pular corda, desenhar ou inventar uma história, ela observa, compara, imita, cria hipóteses e toma decisões. Essas ações ajudam a desenvolver atenção, memória, coordenação motora, imaginação, autonomia e capacidade de adaptação. Como o brincar contribui para o desenvolvimento As brincadeiras favorecem diferentes áreas do desenvolvimento ao mesmo tempo. Nas atividades com movimento, como correr, saltar, jogar bola ou equilibrar-se, a criança trabalha força, coordenação, noção espacial e consciência corporal. Essas experiências contribuem para que ela conheça melhor o próprio corpo e aprenda a lidar com limites, velocidade, equilíbrio e deslocamento. No campo cognitivo, o brincar estimula raciocínio, concentração e solução de problemas. Jogos de encaixe, quebra-cabeças, brinquedos de montar, desenhos, faz de conta e jogos com regras simples exigem observação, planejamento e tomada de decisão. A criança precisa pensar em alternativas, testar caminhos, lidar com erros e tentar novamente. “Ao brincar, a criança mostra como compreende o mundo, como se comunica, como resolve conflitos e como reage às regras. Essas situações oferecem informações importantes para famílias e educadores”, afirma Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). O brincar também fortalece a linguagem. Nas brincadeiras simbólicas, a criança cria personagens, organiza falas, negocia papéis e explica situações. Esse processo amplia vocabulário, favorece a escuta e ajuda na construção de narrativas. Mesmo em atividades simples, como brincar de mercado, escola ou casinha, há uso de palavras, combinados, sequência de ações e interpretação de situações sociais. Faz de conta e construção de significados O faz de conta é uma das formas mais importantes de brincar na infância. Quando uma criança transforma cadeiras em trem, uma caixa em casa ou um cabo de vassoura em cavalo, ela demonstra capacidade de simbolização. Esse tipo de brincadeira mostra que o pensamento infantil começa a separar o objeto concreto de novos significados atribuídos a ele. Essa capacidade é relevante para o desenvolvimento intelectual. A simbolização está relacionada à imaginação, à linguagem e à compreensão de códigos, elementos que também serão importantes em etapas posteriores da aprendizagem escolar. Ao representar cenas do cotidiano, a criança reelabora experiências, experimenta papéis sociais e compreende melhor situações que observa em casa, na escola e em outros espaços. O faz de conta também ajuda no desenvolvimento emocional. Em uma brincadeira, a criança pode assumir o papel de professora, médico, motorista, mãe, pai ou colega. Ao fazer isso, organiza percepções sobre autoridade, cuidado, regras, afeto e convivência. Muitas vezes, sentimentos que ainda não são expressos de forma direta aparecem nas escolhas da brincadeira, nos personagens criados e nas situações encenadas. Esse processo não significa que todo comportamento durante a brincadeira deva ser interpretado de forma rígida pelos adultos. O mais importante é observar padrões, oferecer ambiente seguro e permitir que a criança tenha tempo, espaço e materiais adequados para criar. Convivência, regras e autonomia As brincadeiras coletivas têm papel relevante na socialização. Ao brincar com outras crianças, é necessário esperar a vez, dividir objetos, combinar regras, lidar com frustrações, aceitar perdas, comemorar conquistas e resolver conflitos. Essas situações fazem parte da aprendizagem da convivência e ajudam a criança a compreender que suas escolhas interferem no grupo. Jogos com regras simples, brincadeiras de roda, atividades de construção coletiva e jogos de tabuleiro, por exemplo, favorecem cooperação, escuta e respeito aos combinados. Quando há disputa, a criança aprende a lidar com vitória e derrota. Quando há divergência, precisa negociar. Quando participa de uma atividade em grupo, percebe que a brincadeira depende da contribuição de todos. Segundo Carol Lyra, o adulto tem papel importante nesse processo, mas não deve controlar todos os detalhes da brincadeira. “A mediação ajuda quando há conflito, insegurança ou dificuldade de participação. Mas a criança também precisa ter espaço para escolher, experimentar, combinar regras e buscar soluções com os colegas”, explica. A autonomia se desenvolve justamente nessas experiências. Ao escolher uma brincadeira, organizar materiais, decidir papéis e lidar com imprevistos, a criança participa de pequenas decisões que fortalecem sua confiança. A presença do adulto continua importante, especialmente para garantir segurança, orientar limites e ampliar possibilidades, mas sem retirar da criança o protagonismo da atividade. O papel da escola e da família Na escola, o brincar pode aparecer em diferentes momentos da rotina, especialmente na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Brincadeiras livres, jogos dirigidos, atividades corporais, histórias, músicas, dramatizações, experiências com materiais diversos e propostas lúdicas podem favorecer aprendizagens sem descaracterizar o prazer da atividade. Para que isso ocorra, é importante que o brincar não seja tratado apenas como recompensa ou tempo livre sem função educativa. A brincadeira pode ser planejada, observada e mediada, desde que continue adequada à idade e preserve a participação ativa da criança. O educador pode propor desafios, organizar espaços, apresentar materiais e intervir quando necessário, sem transformar toda brincadeira em tarefa formal. Em casa, a família também tem papel importante. Reservar tempo para brincar, permitir atividades de imaginação, reduzir o excesso de telas e oferecer materiais simples são atitudes que favorecem o desenvolvimento. Caixas, papéis, lápis, massinha, blocos, livros, bonecos, bolas e jogos adequados à faixa etária podem gerar experiências ricas sem necessidade de recursos complexos. Outro ponto relevante é evitar uma rotina excessivamente preenchida. Crianças precisam de compromissos, cuidados e organização, mas também precisam de tempo para brincar sem condução permanente dos adultos. A ausência desse espaço pode reduzir oportunidades de criação, movimento, convivência e expressão emocional. Quando observar sinais de atenção O brincar também pode ajudar adultos a perceberem necessidades específicas da criança. Dificuldade constante de interação, recusa frequente em participar de brincadeiras, agressividade persistente, pouca variedade de interesses, atraso importante na linguagem ou dificuldade intensa para lidar com regras podem indicar a necessidade de observação mais próxima. Esses sinais não devem levar a conclusões precipitadas. Cada criança tem ritmo próprio, preferências e formas diferentes de participação. Ainda assim, quando comportamentos se repetem e interferem na convivência, na aprendizagem ou no bem-estar, a orientação de educadores e profissionais especializados pode ajudar a compreender melhor a situação. O acompanhamento atento permite ajustar expectativas, oferecer apoio e criar condições mais adequadas para o desenvolvimento. Na rotina escolar e familiar, o brincar segue como uma forma concreta de observar a criança em ação, compreender suas necessidades e favorecer aprendizagens compatíveis com a infância. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htm e https://saude.abril.com.br/familia/nascemos-brincando-e-nao-podemos-perder-essa-habilidade
12 de junho, 2026
Sugestões do Anglo Sorocaba para a magia da literatura infantil
Incentivar o contato com os livros desde cedo é uma prática muito valorizada pelo Anglo Sorocaba em diversos projetos. E, para ajudar na escolha de boas obras, a professora e escritora Monisa Maciel selecionou e comentou sobre alguns títulos que encantam as crianças. Se você é mãe, pai, avó, avô ou responsável, estas sugestões podem ajudar a criar momentos especiais de leitura em família. Veja as obras abaixo e as explicações feitas pela educadora do colégio: Sábado, de Oge Mora Publicado pela VR Editora, Sábado é “uma obra que narra o final de semana de uma mãe com sua filha. Depois de trabalhar todos os dias da semana incansavelmente, elas programam um sábado mágico, mas tudo o que elas programaram dá errado. Mas este livro nos apresenta que, quando tem afetividade, amorosidade e acredita em dias melhores, mesmo os dias ruins podem se tornar melhores. Um livro que fala de relacionamento, de determinação, de otimismo, uma obra para todas as infâncias”. Onda, de Suzy Lee Publicada pela Companhia das Letrinhas, a obra da premiada escritora e ilustradora sul-coreana Suzy Lee integra a trilogia formada pelos livros Espelho, Sombra e Onda. “Dentro da formação leitora, é muito importante destacarmos também a leitura de imagem dentro do processo da construção do leitor. Um livro lindo, carregado de detalhes, que convida a criança a entrar na praia juntamente com a personagem e vivenciar uma grande aventura no vai e vem do balanço das ondas. Onda é um livro que deve ser apresentado para todas as crianças, para essa experiência leitora a partir do recurso imagético.” O Mundo é um ovo, de Renato Moriconi Escrito e ilustrado por Renato Moriconi e publicado pela Editora Jujuba, este livro transforma a leitura em uma grande brincadeira visual. “Este é um grande escritor e ilustrador que apresenta sempre livros com muito respeito ao imaginário, à criatividade da infância, e este livro é maravilhoso, pois ele brinca o tempo todo com o leitor, mostrando o zoom de algumas imagens, onde ele induz as crianças, os leitores, a imaginarem uma situação. Ao virar das páginas, eles vão descobrindo que, quando se amplia aquele zoom, é algo totalmente inusitado. E, assim, a cada virar de página, Renato Moriconi vai brincando com esse movimento do zoom em cada imagem, fazendo com que o leitor sempre se surpreenda com o que ele vai apresentar. Um livro brincante que provoca diversão, e é muito importante a diversidade na literatura, na materialidade, nos formatos. Este livro é um convite à criatividade, ao imaginário da infância.” Meu avô Apolinário: um mergulho no rio da minha memória, de Daniel Munduruku Publicado pela Edelbra, com ilustrações de Odilon Moraes, um dos nomes mais reconhecidos da ilustração brasileira. “Um livro que fala dos resgates da memória de Daniel Munduruku, onde ele fala de ancestralidade, de sabedoria, de respeito, de amorosidade pelo seu avô. Um livro que ele considera um dos seus preferidos e que é muito importante que todas as infâncias possam ter acesso a essa leitura, com imagens belíssimas e com um texto muito rico, que nos provoca a olhar com respeito toda a ancestralidade, não somente da nossa família, mas de todos aqueles que vieram antes de nós, nas suas criações, seja na ciência, no livro ou no campo da cultura.” Você já viu um bicho assim?, de Edith Chacon Com ilustrações de Laís Dias e publicado pela Editora Carochinha, o livro apresenta animais surpreendentes que muitas crianças ainda não conhecem. “É uma obra riquíssima, onde há uma pesquisa muito minuciosa e cuidadosa de Edith Chacon, apresentando animais inusitados, diferentes. Um livro informativo, pois ela traz a origem desses animais, de quais continentes eles fazem parte e curiosidades sobre eles. Um livro que provoca a pesquisa, o buscar, o olhar das crianças para conhecer mais sobre este universo mágico e tão precioso dos animais. Um livro informativo muito interessante, bonito, rico e que deve fazer parte do percurso de formação leitora da infância.” A autora por trás da curadoria Além de professora, pesquisadora e incentivadora da leitura, Monisa Maciel também construiu uma trajetória reconhecida na literatura infantil. Suas obras abordam temas que dialogam diretamente com a infância, despertando imaginação, sensibilidade, reflexão e boas conversas entre leitores de diferentes idades. Veja um pouquinho sobre cada uma: Alô Publicado pela Editora Carochinha, com ilustrações de Matias Taube, Alô conquistou reconhecimento dentro e fora do Brasil. A obra integrou a lista da revista Quatro Cinco Um, foi selecionada para a Children's Book Hotlist da Feira do Livro de Bolonha e passou a fazer parte da Biblioteca Internacional da Juventude, em Frankfurt, na Alemanha, representando a literatura brasileira para a infância. O livro também integra o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e chegou a escolas de todo o território nacional. “A narrativa convida os leitores a refletirem sobre encontros, conexões e formas de comunicação, sempre com delicadeza e sensibilidade”. Você tem medo do quê? Nesta obra, a autora aborda um tema presente em diferentes fases da infância: o medo. “Um livro que faz uma abordagem de algo que é atemporal, que é o medo, os mistérios que envolvem o escuro, que é tão pertinente a essas conversas na primeira infância.” Era uma vez três Inspirado no clássico conto dos Três Porquinhos, o livro apresenta uma releitura criativa que incentiva a imaginação. O livro também integra o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) “Um reconto da clássica história dos três porquinhos, um convite à criança para imaginar e criar. Contar seus próprios cenários, suas próprias histórias a partir desta narrativa.” Tic Tac O tempo é percebido de maneiras diferentes por cada pessoa. Em Tik Tak, a autora propõe uma reflexão sobre essa relação tão presente na vida de crianças e adultos. “É um convite a pensarmos como cada um de nós sente o tempo. Dependendo da experiência que vivemos, o tempo passa rapidamente; dependendo da situação, passa devagar. E todos nós, adultos e crianças, temos uma história para contar sobre a nossa relação com o tempo.” Pote, Potinho, Potão Com ilustrações de Bruna Cis Brasil e publicação da Editora Saberes e Letras, Pote, Potinho, Potão é o mais recente lançamento da autora. “É um livro para todas as infâncias. É um convite a olharmos as boas vivências, nossas boas referências, o que nos nutre de uma forma bonita, que nos fortalece. Pois temos potes para guardar tudo: resto de refeição, botão, lápis, tantas coisas que fazem parte do nosso tempo, do nosso repertório do dia a dia. Mas e o pote em que guardamos o que nos nutre, o que nos fortalece, o que nos faz bem, as boas memórias? Um livro para guardar no coração, um livro para promover muitas conversas entre os leitores” Ler na infância é construir lembranças para toda a vida Uma história lida antes de dormir, uma visita à biblioteca ou uma conversa sobre um personagem podem marcar profundamente a infância e ajudar a desenvolver criatividade, comunicação e sensibilidade como mostra esta matéria: Leitura, repertório e sentimentos | Colégio Anglo Sorocaba Por isso, famílias e escolas têm um papel importante nesse incentivo. O Anglo Sorocaba acredita na força da leitura como uma experiência capaz de enriquecer a vida cultural, ampliar horizontes e inspirar novas descobertas. Veja mais no blog: História infantil na educação | Colégio Anglo Sorocaba e Projeto XSaber | Colégio Anglo Sorocaba
10 de junho, 2026
Educação física e bem-estar emocional
A educação física tem impacto direto no bem-estar emocional de crianças e adolescentes porque organiza momentos de movimento, convivência, cooperação, autocontrole e superação dentro da rotina escolar. A disciplina contribui para reduzir tensões, favorecer a socialização, melhorar a autoestima e estimular hábitos mais saudáveis, além de ajudar o estudante a compreender melhor o próprio corpo e suas reações em diferentes situações. Na escola, a educação física não se limita à prática esportiva ou ao gasto de energia acumulada. Ela envolve jogos, brincadeiras, atividades rítmicas, exercícios de coordenação, desafios motores, regras coletivas e situações de interação. Esse conjunto de experiências favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional, principalmente quando as propostas são adequadas à faixa etária e ao estágio de desenvolvimento dos alunos. Movimento e regulação emocional A prática regular de atividade física está relacionada à liberação de substâncias associadas à sensação de bem-estar, como as endorfinas. Esse efeito ajuda a reduzir níveis de estresse e ansiedade, melhora a disposição e pode contribuir para uma relação mais equilibrada com a rotina escolar. Em crianças e adolescentes, que muitas vezes ainda estão aprendendo a lidar com frustrações, cobranças e mudanças de humor, o movimento funciona como uma ferramenta importante de autorregulação. Durante as aulas, os estudantes também entram em contato com situações que exigem controle de impulsos, espera da vez, respeito a regras, adaptação a limites e reação diante de resultados positivos ou negativos. Esses momentos ajudam a desenvolver recursos emocionais que aparecem em outras áreas da vida escolar, como a sala de aula, os trabalhos em grupo e a convivência nos intervalos. Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP), observa que a educação física permite acompanhar aspectos do comportamento que nem sempre aparecem em atividades mais tradicionais: “Nas aulas de movimento, o aluno mostra como reage a desafios, regras, frustrações e relações em grupo. Essas situações ajudam a escola e a família a compreenderem melhor seu desenvolvimento emocional”. Autoestima e confiança nas próprias capacidades A educação física contribui para a construção da autoestima porque coloca o estudante diante de desafios progressivos. Aprender um movimento, melhorar a coordenação, participar de um jogo ou perceber avanço em determinada atividade pode fortalecer a percepção de capacidade. Esse processo deve ser acompanhado com atenção para que a comparação entre alunos não se torne o foco principal. Quando a atividade é difícil demais, a criança pode se sentir incapaz e perder o interesse. Quando é fácil demais, tende a se desmotivar. Por isso, o planejamento das aulas precisa considerar diferentes níveis de habilidade, ritmos de aprendizagem e possibilidades de participação. O objetivo é que o aluno seja desafiado, mas encontre condições reais de envolvimento. A autoestima também é favorecida quando o estudante entende que desempenho físico não se resume a vencer competições. Cooperação, persistência, participação, respeito às regras, melhora individual e disposição para tentar novamente são indicadores importantes de desenvolvimento. Essa abordagem reduz a pressão excessiva por resultado e amplia a compreensão sobre o papel da atividade física. Convivência, regras e habilidades sociais As aulas de educação física criam situações frequentes de interação entre os alunos. Jogos coletivos, atividades cooperativas e exercícios em duplas ou grupos exigem comunicação, escuta, negociação e respeito às diferenças. Esses aspectos fazem da disciplina um espaço relevante para o desenvolvimento de habilidades sociais. Em uma partida, por exemplo, o estudante precisa lidar com regras, dividir responsabilidades, aceitar decisões, reconhecer limites e compreender que suas atitudes interferem no desempenho do grupo. Em jogos cooperativos, a lógica pode ser ainda mais voltada à parceria, já que os participantes precisam atuar juntos para alcançar determinado objetivo. Esse tipo de experiência ajuda a trabalhar valores como respeito, solidariedade, disciplina e responsabilidade. Também permite que a escola observe comportamentos relacionados a liderança, isolamento, dificuldade de convivência, impulsividade ou insegurança. Quando essas situações são acompanhadas por profissionais preparados, podem orientar intervenções pedagógicas mais adequadas. “Uma aula bem conduzida favorece participação, cooperação e respeito às diferenças. O estudante aprende a lidar com regras e com o outro em situações concretas, que fazem parte da convivência escolar”, avalia Carol Lyra. Relação entre corpo, atenção e aprendizagem O movimento também interfere em aspectos ligados à atenção e à aprendizagem. A prática física aumenta a circulação sanguínea, favorece a disposição e contribui para processos como concentração, memória e raciocínio. Na infância, atividades motoras ainda ajudam no desenvolvimento de noções importantes, como equilíbrio, lateralidade, coordenação, organização espacial e percepção temporal. Essas habilidades estão presentes em muitas tarefas do cotidiano escolar. A criança precisa de coordenação para escrever, recortar, manipular materiais e participar de atividades práticas. A lateralidade contribui para a organização corporal. A percepção espacial ajuda na relação com objetos, deslocamentos e registros no papel. A noção de tempo aparece em sequências, ritmos, rotinas e organização de tarefas. Por esse motivo, a educação física deve ser compreendida como parte da formação escolar, e não como uma atividade secundária. Quando bem planejada, ela favorece a integração entre corpo, comportamento, convivência e aprendizagem. Família, escola e hábitos saudáveis A atuação da família é importante para reforçar os benefícios da educação física. Crianças e adolescentes que recebem estímulo para se movimentar fora da escola tendem a criar uma relação mais natural com a atividade física. Caminhadas, brincadeiras ao ar livre, dança, bicicleta, esportes recreativos e outras práticas adequadas à idade ajudam a reduzir o sedentarismo e melhoram a qualidade de vida. Esse incentivo deve considerar as preferências e limites de cada estudante. Nem toda criança se identifica com esportes competitivos. Algumas se adaptam melhor a atividades individuais, outras preferem jogos coletivos, modalidades aquáticas, dança, lutas ou práticas recreativas. O mais importante é que o movimento faça parte da rotina de maneira segura, orientada e compatível com o desenvolvimento. A escola, por sua vez, tem o papel de oferecer experiências variadas, inclusivas e planejadas. Atividades adaptadas permitem que alunos com diferentes habilidades participem e se desenvolvam. Essa atenção reduz exclusões, melhora o senso de pertencimento e favorece a convivência entre estudantes com perfis distintos. Sinais que merecem atenção Mudanças de comportamento durante atividades físicas podem indicar aspectos importantes do bem-estar emocional. Recusa constante em participar, medo excessivo de errar, irritação frequente, isolamento, dificuldade persistente para lidar com regras ou sofrimento diante de jogos e desafios são sinais que merecem acompanhamento. Essas situações não devem ser interpretadas de forma isolada. É necessário observar o contexto, conversar com a criança ou adolescente, ouvir os professores e verificar se o comportamento também aparece em outros momentos da rotina. Em alguns casos, ajustes pedagógicos são suficientes. Em outros, pode ser necessário o apoio de profissionais especializados. A educação física contribui para o https://blogeducacaofisica.com.br/12-atividades-na-educacao-infantil/bem-estar emocional quando oferece movimento, convivência, regras claras, estímulo adequado e oportunidades reais de participação. Na rotina escolar, observar como o aluno reage a essas experiências ajuda família e escola a identificar necessidades, reconhecer avanços e apoiar o desenvolvimento de forma mais consistente.Para saber mais sobre o assunto, visite: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude-mental/5-beneficios-do-esporte-para-a-saude-mental-das-criancas,48cb6b835714a2f6ea231e906eddde834szzv3qf.htm e https://blogeducacaofisica.com.br/12-atividades-na-educacao-infantil/
08 de junho, 2026
Vestibular: como lidar com pressão e ansiedade
A preparação para o vestibular envolve estudo, organização, escolhas acadêmicas e controle da ansiedade em um período de forte cobrança para muitos adolescentes. A pressão por resultados, o medo de não passar e a sensação de que a prova define o futuro podem interferir no sono, na concentração, no rendimento escolar e na saúde emocional dos estudantes. Esse cenário costuma se intensificar no Ensino Médio, especialmente no terceiro ano. O volume de conteúdos aumenta, os simulados ficam mais frequentes e as conversas sobre curso, carreira e universidade passam a ocupar mais espaço na rotina. Para alguns alunos, essa fase é administrada com equilíbrio. Para outros, a pressão pode gerar irritabilidade, procrastinação, cansaço, pensamentos negativos e dificuldade para manter uma rotina de estudos. A ansiedade antes de provas importantes é uma reação esperada. O sinal de alerta aparece quando ela se torna recorrente, intensa e começa a prejudicar a vida cotidiana. Nesses casos, escola e família precisam observar o comportamento do estudante e oferecer apoio adequado. Organização reduz parte da pressão Uma das formas de diminuir a ansiedade no vestibular é organizar a preparação com antecedência. Quando o estudo fica concentrado apenas nas semanas finais, o estudante tende a se sentir mais inseguro e sobrecarregado. Uma rotina planejada permite distribuir conteúdos, revisar temas, resolver exercícios e acompanhar a própria evolução. A preparação costuma ser mais eficiente quando inclui horários de estudo, pausas, revisão, simulados e momentos de descanso. Estudar por muitas horas seguidas, sem intervalo, pode reduzir a retenção de informações e aumentar o desgaste mental. O cérebro precisa de tempo para assimilar conteúdos e recuperar a atenção. Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP), observa que a organização ajuda o aluno a enxergar o processo com mais clareza. “Quando o estudante sabe o que precisa estudar, em que ritmo deve avançar e quais pontos ainda exigem reforço, a preparação fica menos confusa e a ansiedade tende a diminuir”, afirma. O cronograma também deve respeitar características individuais. Alguns estudantes rendem melhor pela manhã, outros à tarde ou à noite. Há alunos que precisam de mais tempo para leitura, enquanto outros avançam melhor com exercícios e correções. Identificar essas diferenças ajuda a tornar o estudo mais realista. Sinais de ansiedade merecem acompanhamento A ansiedade pode aparecer de diferentes formas. Alguns estudantes apresentam pensamento acelerado, medo constante de fracassar, dificuldade de concentração ou sensação de bloqueio diante das tarefas. Outros têm sintomas físicos, como dor de cabeça, tensão muscular, alteração no apetite, insônia, náusea ou cansaço frequente. A mudança de comportamento também deve ser observada. Isolamento, irritabilidade, choro recorrente, queda brusca no rendimento, abandono de atividades prazerosas e preocupação excessiva com notas e resultados podem indicar que a pressão ultrapassou um nível saudável. Nessas situações, a primeira resposta deve ser a escuta. Comentários que minimizam o sofrimento do estudante ou comparam seu desempenho com o de colegas costumam aumentar a pressão. É mais produtivo compreender o que está acontecendo, identificar fatores de estresse e ajustar a rotina quando necessário. A escola pode contribuir ao acompanhar o desempenho, orientar métodos de estudo, oferecer devolutivas claras e observar sinais de sobrecarga. Professores não substituem profissionais de saúde mental, mas podem ajudar a identificar mudanças importantes e orientar a família sobre a necessidade de apoio especializado. Rotina saudável interfere no rendimento Sono, alimentação, atividade física e pausas influenciam diretamente a preparação para o vestibular. Dormir pouco para estudar mais pode parecer uma solução no curto prazo, mas compromete memória, atenção, humor e capacidade de resolver problemas. Durante o sono, o cérebro consolida parte do que foi aprendido ao longo do dia. A prática regular de atividade física também ajuda a reduzir tensão e melhorar disposição. Caminhadas, esportes, alongamentos ou outras atividades compatíveis com a rotina do estudante podem contribuir para o equilíbrio emocional. O objetivo não é criar mais uma cobrança, mas incluir movimento de forma possível e sustentável. A alimentação e a hidratação também fazem diferença. Longos períodos sem comer, excesso de cafeína e uso de estimulantes sem orientação podem piorar sintomas de ansiedade e prejudicar o sono. Em períodos de prova, refeições leves e rotina regular tendem a favorecer melhor disposição. As pausas devem fazer parte do planejamento. Momentos de lazer, descanso e convivência não representam falta de compromisso com o vestibular. Eles ajudam a reduzir esgotamento e tornam o processo de estudo mais sustentável. Família deve apoiar sem aumentar a cobrança A família tem papel importante na preparação para o vestibular, mas o apoio precisa ser equilibrado. Incentivar o estudo, respeitar horários, ajudar na organização da rotina e manter diálogo aberto são atitudes positivas. Por outro lado, cobranças excessivas, comparações com outros jovens e expectativas muito rígidas podem elevar a ansiedade. O estudante precisa perceber que pode falar sobre medo, dúvidas e dificuldades sem ser julgado. Conversas sobre escolha profissional também devem considerar interesses, habilidades e possibilidades reais. A decisão sobre curso e carreira costuma envolver incertezas, e isso faz parte do processo. Segundo Carol Lyra, o apoio familiar deve incluir atenção ao comportamento do jovem. “A família pode ajudar muito quando acompanha a rotina, percebe sinais de desgaste e evita transformar o vestibular no único assunto da casa”, avalia. Quando a ansiedade interfere de forma persistente nos estudos, no sono, nas relações ou na rotina, a busca por psicólogo, médico ou outro profissional de saúde deve ser considerada. Ataques de pânico, sofrimento intenso, isolamento acentuado, pensamentos autodepreciativos recorrentes ou mudanças marcantes de comportamento exigem atenção. Preparação também envolve autonomia O vestibular exige conteúdo, mas também autonomia. O estudante precisa aprender a planejar, revisar, identificar dificuldades, pedir ajuda e administrar o tempo de prova. Essas competências são construídas aos poucos, com orientação da escola, acompanhamento da família e participação ativa do aluno. Simulados, correção de exercícios, análise de erros e revisão de conteúdos ajudam a reduzir o medo do desconhecido. Quanto mais familiarizado o estudante estiver com o formato da prova, maior tende a ser sua segurança para lidar com o tempo, os enunciados e a pressão do dia do exame. A preparação equilibrada não elimina a ansiedade, mas ajuda a mantê-la em níveis mais administráveis. Quando há rotina organizada, apoio emocional, descanso adequado e acompanhamento dos sinais de sobrecarga, o estudante encontra melhores condições para enfrentar o vestibular com mais clareza, responsabilidade e cuidado com a própria saúde. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/5-dicas-para-controlar-a-ansiedade-na-epoca-de-vestibular e https://www.terra.com.br/noticias/educacao/enem/6-dicas-para-cuidar-da-saude-mental-antes-do-vestibular,bbb7591f12ed37d67cace9a14a58047d7ph3lw0n.html
05 de junho, 2026