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Como calor, frio e tempo seco afetam a aprendizagem
O clima pode influenciar diretamente a concentração, a disposição e o bem-estar de crianças e adolescentes durante as aulas. Temperaturas elevadas, frio intenso e baixa umidade do ar provocam desconfortos que dificultam a participação nas atividades escolares, especialmente quando os ambientes não oferecem condições adequadas de ventilação e proteção. Em dias muito quentes, por exemplo, os estudantes podem apresentar maior cansaço, irritabilidade e dificuldade para manter a atenção. Já o frio excessivo provoca incômodos que também interferem na realização das tarefas. Durante períodos de tempo seco, o ressecamento das vias respiratórias e dos olhos pode prejudicar o conforto ao longo do dia. Essas condições não afetam todos os alunos da mesma maneira. A idade, o estado de saúde, o tempo de exposição e as características dos ambientes escolares influenciam a intensidade dos efeitos. Por isso, compreender a relação entre as condições meteorológicas e a aprendizagem ajuda famílias e educadores a identificar necessidades e adotar cuidados adequados. Calor excessivo pode prejudicar a concentração O calor intenso exige atenção especial porque afeta tanto o conforto dentro das salas de aula quanto a disposição para atividades físicas. Ambientes com pouca circulação de ar ou expostos diretamente ao sol podem apresentar temperaturas desconfortáveis, dificultando a permanência dos estudantes por períodos prolongados. Quando o organismo precisa lidar com temperaturas elevadas, parte da atenção pode ser desviada das tarefas escolares para sensações como sede, calor e cansaço. Isso não significa que todo aumento de temperatura provoque queda no desempenho, mas condições ambientais inadequadas podem comprometer a capacidade de concentração. “A aprendizagem depende também das condições de conforto oferecidas aos estudantes. Quando uma criança está incomodada com o calor ou sente muita sede, pode encontrar dificuldades para acompanhar uma explicação ou realizar uma atividade que exige atenção”, observa Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). A hidratação é um dos principais cuidados nesses períodos. O consumo regular de água contribui para o funcionamento adequado do organismo e ajuda a evitar problemas associados à exposição ao calor. Crianças menores precisam de acompanhamento mais próximo, pois nem sempre percebem ou comunicam a necessidade de beber água. Atividades físicas ao ar livre também merecem atenção. Em dias muito quentes, pode ser necessário priorizar horários mais amenos, reduzir esforços intensos ou utilizar espaços protegidos da exposição solar. Frio e mudanças de temperatura exigem adaptações Embora o calor costume receber maior atenção, temperaturas muito baixas também podem interferir na rotina escolar. O desconforto provocado pelo frio dificulta a concentração e pode comprometer a participação em determinadas atividades, principalmente em ambientes pouco protegidos. As mudanças bruscas de temperatura representam outro desafio. Em algumas épocas do ano, os estudantes saem de casa sob temperaturas baixas e enfrentam calor algumas horas depois. O uso de roupas em camadas permite acompanhar essas variações com maior facilidade. É importante distinguir, entretanto, os efeitos do frio daqueles provocados por doenças respiratórias. Temperaturas baixas não causam infecções por si mesmas. A circulação de vírus, a ventilação dos ambientes e o contato entre as pessoas estão entre os fatores envolvidos na transmissão dessas doenças. Em períodos frios, manter os espaços fechados pode ajudar a conservar o calor, mas é necessário considerar também a renovação do ar. O equilíbrio entre conforto térmico e ventilação contribui para condições mais adequadas de permanência nas salas. Baixa umidade pode provocar desconfortos Durante períodos de estiagem, a redução da umidade relativa do ar pode causar ressecamento da pele, dos olhos, da boca e das vias respiratórias. Esses sintomas são especialmente incômodos para estudantes que permanecem várias horas em ambientes fechados. A situação pode ser agravada pela presença de poeira e poluentes, sobretudo nas áreas urbanas. Crianças e adolescentes com maior sensibilidade respiratória podem necessitar de atenção adicional. O desconforto físico também interfere nas atividades escolares. Irritação nos olhos, sensação de garganta seca e dificuldades relacionadas à respiração podem prejudicar a disposição e a concentração, mesmo quando não existe uma doença associada. Nesses períodos, o acesso à água, a limpeza adequada dos ambientes e a observação da qualidade do ar são medidas importantes. A realização de exercícios intensos ao ar livre também pode exigir adaptações conforme as condições meteorológicas. Família e escola podem ajudar na prevenção A atenção às condições climáticas começa antes da chegada dos estudantes à escola. A escolha das roupas, o acompanhamento da previsão do tempo e os cuidados com a hidratação fazem parte da preparação para o dia. Durante as aulas, observar sinais de desconforto permite identificar situações que exigem ajustes. Cansaço, irritabilidade, redução da disposição e dificuldade de concentração podem ter diferentes causas, incluindo condições inadequadas de temperatura e umidade. “É importante que crianças e adolescentes aprendam a reconhecer suas necessidades e comunicar quando estão com calor, frio ou algum desconforto. Esse cuidado também contribui para desenvolver autonomia e hábitos de atenção à própria saúde”, explica Carol Lyra. A idade influencia essa orientação. Na Educação Infantil, os adultos precisam acompanhar mais diretamente as necessidades das crianças. Conforme os estudantes amadurecem, podem assumir responsabilidades como beber água regularmente, adaptar as roupas e reconhecer os momentos em que precisam procurar um ambiente mais confortável. O acompanhamento das condições meteorológicas também ajuda a organizar a rotina. A previsão de uma onda de calor, por exemplo, permite planejar antecipadamente atividades externas e reforçar a atenção à hidratação. Em períodos de frio intenso ou baixa umidade, outros cuidados podem ser necessários. Quando os sintomas físicos são persistentes ou intensos, entretanto, não devem ser atribuídos automaticamente às condições do tempo. Nessas situações, a família deve buscar orientação de um profissional de saúde para identificar possíveis causas e receber as recomendações adequadas. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/criancas-e-adolescentes-sao-os-que-mais-sofrem-com-mudancas-climaticas-e-precisam-ser-prioridade e https://revistapesquisa.fapesp.br/mudancas-climaticas-afetam-a-vida-das-criancas-e-reforcam-desigualdades-sociais/
06 de novembro, 2026
Anglo Sorocaba promove educação antirracista e diversidade o ano todo
O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma oportunidade para refletir sobre a história, a cultura e a contribuição da população negra para a formação do Brasil. Mas, quando o assunto é educação antirracista, uma pergunta importante aparece: será que basta falar sobre o tema uma vez por ano? No Colégio Anglo Sorocaba, a resposta é não. A proposta é que o respeito às diferenças, o reconhecimento das culturas e o combate ao racismo façam parte da experiência dos estudantes durante todo o ano letivo. Educar para uma convivência mais justa é um processo que envolve conhecimento, reflexão, escuta e, principalmente, atitudes que ajudam crianças e adolescentes a compreender o mundo em que vivem. No Anglo, esse propósito aparece em diferentes momentos da rotina escolar, envolvendo formação de professores, conteúdos de diversas disciplinas, experiências culturais e atividades esportivas. A ideia é que os alunos tenham contato com diferentes histórias, conheçam outras referências e desenvolvam repertório para compreender a diversidade brasileira de maneira mais ampla. “A educação antirracista não pode ser lembrada apenas em novembro. Nosso propósito é formar estudantes que não apenas reconheçam as diferenças, mas que saibam respeitá-las, acolhê-las e contribuir para um mundo em que todos tenham oportunidades e sejam tratados com dignidade”, comenta Carol Lyra, diretora geral do Anglo Sorocaba. Antirracismo vai além de não praticar racismo Para entender a proposta, vale começar por uma diferença simples, mas importante. O racismo acontece quando alguém é discriminado, desvalorizado ou tratado de maneira desigual por causa de sua raça ou origem étnica. Ele também está presente em ideias preconceituosas, comportamentos e estruturas sociais que reproduzem desigualdades. Já o antirracismo envolve uma postura ativa diante dessa realidade. Não se trata apenas de afirmar que todas as pessoas merecem respeito, mas de reconhecer situações de discriminação, questionar preconceitos e contribuir para que a igualdade seja colocada em prática. Em outras palavras, não basta ensinar que o racismo é errado. É preciso ajudar os estudantes a perceber como ele aparece na sociedade, entender suas consequências e desenvolver atitudes que favoreçam uma convivência respeitosa. Por dentro das atividades Os professores do participam de uma formação específica sobre o currículo antirracista, que passa por revisão e atualização. A proposta do antirracismo também aparece em espaços pedagógicos que convidam os alunos a conhecer a diversidade cultural brasileira de maneira mais próxima. Um exemplo é o Beco das Etnias, ambiente dedicado à valorização das diferentes culturas que participam da formação da identidade nacional. O espaço favorece o contato com histórias, tradições e referências que ajudam a ampliar o repertório dos estudantes. Essa experiência é importante porque a cultura negra e a cultura dos povos originários não podem ser compreendidas apenas por um recorte histórico. Elas estão presentes na música, na literatura, na alimentação, nas manifestações artísticas, nos conhecimentos tradicionais e em muitos aspectos da vida brasileira. O trabalho também se conecta de forma interdisciplinar ao aprendizado acadêmico. Em História, os estudantes podem compreender processos como a escravização, a resistência e as transformações sociais. Em Geografia, podem estudar territórios, populações, desigualdades e a relação entre cultura e espaço. Já nas aulas de Redação, o tema contribui para a construção de argumentos e para o desenvolvimento de repertório sociocultural. No esporte também! No Anglo Sorocaba, o esporte é mais uma oportunidade de trabalhar a educação antirracista. No Jocão, os alunos conheceram e pesquisaram sobre povos originários do Brasil e diferentes etnias africanas. Leia a matéria: Joca, Jocão e Joquinha | Colégio Anglo Sorocaba A vivência esportiva envolve, ainda, uma ação solidária, com arrecadação de itens de higiene pessoal destinados à CUFA (Central Única das Favelas), de Sorocaba. Dessa forma, o projeto conecta o aprendizado a uma atitude concreta de contribuição social. Veja mais: Arrecadação produto higiene para Cufa | Colégio Anglo Sorocaba Para as famílias, esse trabalho reforça a confiança em uma educação que vai além do aprendizado acadêmico. No colégio, os alunos encontram diferentes oportunidades para vivenciar valores como empatia, respeito e responsabilidade, transformando esses princípios em atitudes que fazem diferença dentro e fora da escola. Assim, o mês da Consciência Negra ganha um significado especial: é um momento de dar visibilidade ao tema, reconhecer a importância da história e da cultura negra e reforçar aquilo que já faz parte do cotidiano escolar. Mais do que uma data, é um convite para continuar aprendendo.
04 de novembro, 2026
Amizade na infância ajuda a aprender a conviver
Escolher uma brincadeira com um amigo exige decisões que nem sempre são simples para uma criança. É preciso ouvir uma proposta diferente, combinar regras e aceitar que a própria vontade não será atendida o tempo todo. Nessas situações, a amizade oferece oportunidades para desenvolver habilidades sociais e emocionais, como cooperar, comunicar desejos e lidar com frustrações. A convivência também permite perceber os efeitos das próprias atitudes. Ao interromper um colega, recusar qualquer sugestão ou ajudá-lo em uma dificuldade, a criança observa reações e começa a compreender o que favorece ou prejudica a relação. Esse aprendizado é gradual e depende tanto das experiências entre amigos quanto da orientação dos adultos. “Quando duas crianças precisam decidir juntas como brincar, elas exercitam a escuta, aprendem a explicar o que querem e a considerar a vontade do colega”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). Os vínculos mudam conforme a criança cresce Nos primeiros anos, as amizades costumam se formar pela proximidade e pela repetição de experiências. Brincar no mesmo espaço, compartilhar materiais e gostar de atividades semelhantes favorece as aproximações. Aos poucos, a criança passa a demonstrar preferências e a procurar determinados colegas com maior frequência. Na Educação Infantil, brincadeiras de faz de conta ajudam a desenvolver essa convivência. Para brincar de mercado, por exemplo, as crianças precisam combinar quem vai comprar, quem vai atender e como usar os objetos disponíveis. A interação exige comunicação e ajustes quando alguém deseja mudar de papel. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, confiança, reciprocidade e expectativas sobre o comportamento dos amigos ganham importância. Podem aparecer ciúmes, cobranças por exclusividade e incômodo quando um colega se aproxima de outras pessoas. Cabe aos adultos explicar que ter outros amigos não significa abandonar uma relação. Também é importante respeitar diferentes formas de socialização. Algumas crianças preferem grupos maiores; outras se sentem bem com um ou dois amigos. A quantidade de vínculos, isoladamente, não indica a qualidade da convivência. O que as relações ensinam sobre sentimentos Um convite para brincar, uma discussão ou a ausência de um amigo provocam sentimentos que a criança ainda está aprendendo a reconhecer. Alegria, tristeza, raiva e saudade podem surgir antes que ela consiga explicar o que sente. O adulto pode ajudar ao relacionar a emoção ao acontecimento: a criança ficou frustrada porque queria escolher a brincadeira ou triste porque o colega não pôde visitá-la. Nomear o sentimento facilita a comunicação e permite pensar em respostas que não envolvam gritos ou agressões. A amizade também cria oportunidades para desenvolver empatia. Ao perceber que um colega se machucou ou ficou chateado, a criança pode aprender a perguntar o que aconteceu, oferecer ajuda e respeitar quando ele precisa de espaço. Essa capacidade se desenvolve com exemplos e orientações concretas, sem exigir que os pequenos compreendam imediatamente todas as reações dos outros. Ser ouvido e acolhido pelos colegas pode fortalecer a segurança para participar de conversas e atividades escolares. Nas tarefas em grupo, explicar uma ideia, comparar soluções e pedir ajuda também favorece a aprendizagem. Ainda assim, é necessário ensinar que a aceitação dos amigos não deve depender de concordar com tudo ou tolerar atitudes que machucam. Como orientar uma discussão entre amigos Disputas por brinquedos, desacordos sobre regras e dificuldades para esperar a vez fazem parte da convivência infantil. A intervenção do adulto deve considerar a intensidade do episódio e a capacidade das crianças de conversar. Em um desentendimento sem agressão, é possível se aproximar, ouvir cada versão e ajudar os envolvidos a identificar o problema. Perguntar o que cada um queria e quais alternativas seriam possíveis costuma ser mais útil do que determinar rapidamente quem está certo. Se houver agressão, a prioridade é interrompê-la e proteger quem foi atingido. Depois, com as crianças mais tranquilas, o adulto pode retomar o ocorrido e orientar uma reparação, como devolver um objeto, ajudar a reorganizar o que foi destruído ou reconhecer uma atitude inadequada. Carol Lyra observa: “O adulto pode ajudar a criança a dizer o que a incomodou e a ouvir o amigo, sem resolver por ela todos os pequenos desacordos”. Também cabe explicar que discordar não encerra necessariamente uma amizade. Ao mesmo tempo, ninguém precisa continuar uma brincadeira em que se sente desrespeitado. Expressar limites e procurar ajuda são recursos importantes para uma convivência segura. Quando família e escola precisam acompanhar mais de perto Em casa, os responsáveis podem abrir espaço para relatos sobre os colegas, sem transformar a conversa em interrogatório. Perguntar como foi uma brincadeira ou o que aconteceu no intervalo ajuda a conhecer as relações. Encontros e atividades compartilhadas também oferecem oportunidades de aproximação, respeitando o interesse da criança. Na escola, observar quem participa, quem tenta entrar nas brincadeiras e quem é repetidamente afastado permite identificar dificuldades que nem sempre chegam aos adultos por meio de relatos. Variar a composição dos grupos pode ampliar o contato entre colegas, sem obrigá-los a estabelecer amizades. Preferir alguns momentos sozinho é diferente de querer companhia e sofrer por não conseguir participar. Mudanças persistentes de comportamento, medo de encontrar determinados colegas, isolamento acompanhado de tristeza ou relatos frequentes de humilhação exigem atenção. Nessas situações, família e escola devem compartilhar observações concretas, identificar quando e onde os episódios ocorrem e combinar medidas de proteção e acompanhamento. Depois da intervenção, é necessário verificar se a criança voltou a participar das atividades com segurança e se os comportamentos que provocavam sofrimento realmente cessaram. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://leiturinha.com.br/blog/amizade-na-infancia/ e https://pastoraldacrianca.org.br/amizade
30 de outubro, 2026
Disciplinas favoritas ajudam na escolha da faculdade
Gostar de Biologia não significa necessariamente querer cursar Medicina, assim como ter facilidade em Matemática não determina uma escolha pelas engenharias. Ao pesquisar uma faculdade, observar quais disciplinas despertam interesse ajuda a identificar possibilidades. É preciso, porém, entender o que atrai o estudante em cada matéria e como esse conteúdo aparece nas graduações e nas atividades profissionais. Uma mesma disciplina reúne assuntos e tarefas diferentes. O aluno pode gostar de estudar o corpo humano, mas demonstrar pouco interesse por ecologia. Pode se envolver em debates nas aulas de Português e não ter a mesma disposição para analisar estruturas gramaticais. Reconhecer essas diferenças torna a pesquisa sobre cursos mais específica. Também vale observar o que desperta curiosidade fora das avaliações. Procurar uma explicação por iniciativa própria, acompanhar notícias sobre determinado assunto ou insistir na resolução de um problema são comportamentos que ajudam a reconhecer interesses. Interesse e desempenho precisam ser analisados separadamente As notas oferecem informações sobre a aprendizagem, mas não mostram, sozinhas, qual formação combina com o estudante. Um bom resultado pode decorrer de organização, facilidade com o conteúdo ou identificação com a maneira de ensinar do professor. Isso não significa necessariamente vontade de aprofundar aquele conhecimento durante vários anos. O contrário também ocorre. Um jovem pode se interessar por Física e apresentar dificuldades em cálculos necessários para compreender a matéria. Nesse caso, convém investigar quais conhecimentos precisam ser retomados e se existe disposição para estudá-los. “Vale observar quais assuntos o aluno procura entender mesmo quando não haverá prova, porque essa iniciativa ajuda a reconhecer interesses que as notas nem sempre mostram”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). A análise fica mais consistente quando considera diferentes momentos da trajetória escolar. Uma avaliação ruim ou um semestre de entusiasmo não precisam definir a decisão. Conversar com professores pode ajudar a distinguir dificuldades pontuais de padrões de interesse e participação. O tipo de atividade revela outras afinidades Além de identificar a matéria favorita, é útil perceber quais tarefas despertam envolvimento. Em um trabalho de História, por exemplo, um estudante pode gostar de investigar documentos, enquanto outro prefere organizar a apresentação ou escrever o texto final. Essas preferências ajudam a ampliar a pesquisa. O interesse por leitura, escrita e argumentação pode motivar a investigação de cursos como Letras, Jornalismo e Direito. Já o gosto por cálculos e análise de informações pode levar a conhecer Matemática, Estatística, Economia e diferentes formações em tecnologia. Quem se interessa por Biologia pode pesquisar Ciências Biológicas, Biomedicina, Farmácia, Nutrição e outras áreas, verificando o que cada uma estuda. As possibilidades não são equivalentes: conteúdos, exigências práticas e campos de atuação precisam ser comparados. Também é comum gostar de matérias de áreas distintas. Um aluno interessado em desenho e Matemática pode investigar Arquitetura, por exemplo, mas deve conhecer seus componentes técnicos e suas exigências antes de decidir. A combinação de preferências serve para formular hipóteses, sem determinar automaticamente um curso. Para organizar essa observação, o estudante pode registrar quais atividades realiza com satisfação, o que considera difícil e quais assuntos gostaria de conhecer melhor. Anotações feitas ao longo de algumas semanas ajudam a substituir impressões vagas por exemplos concretos. A grade curricular permite conferir expectativas Depois de identificar algumas possibilidades, o próximo passo é examinar as disciplinas da faculdade. O nome da graduação e a imagem mais conhecida da profissão não revelam tudo o que será estudado. É importante consultar a grade curricular e as ementas, que descrevem os conteúdos das disciplinas. Assim, o estudante consegue verificar se os temas que despertaram seu interesse têm presença significativa na formação e quais outros conhecimentos serão exigidos. Gostar de desenhar, por exemplo, não informa como será a experiência completa em Arquitetura. Da mesma forma, apreciar debates não basta para compreender a carga de leitura e análise presente em Direito. Nenhuma graduação será composta exclusivamente de assuntos favoritos. A comparação precisa considerar também a disposição para estudar conteúdos menos atraentes, mas necessários à formação. Carol Lyra observa: “Ao conhecer as disciplinas do curso, o jovem consegue avaliar se está interessado na formação como um todo ou somente em uma parte da profissão que já conhece”. Cursos de mesmo nome também podem apresentar diferenças entre instituições. Por isso, a pesquisa deve considerar as opções efetivamente disponíveis, incluindo atividades práticas, estágios e organização dos semestres. Experiências ajudam a testar o interesse Oficinas, aulas abertas, projetos escolares e cursos introdutórios permitem experimentar tarefas relacionadas às áreas pesquisadas. Essas atividades não reproduzem toda a graduação, mas ajudam a verificar se o interesse permanece quando o jovem entra em contato com suas exigências. Conversar com universitários e profissionais também esclarece dúvidas. Vale perguntar quais conteúdos são mais utilizados, quais tarefas ocupam a rotina e o que costuma surpreender quem começa o curso. Relatos de pessoas com experiências diferentes evitam que uma única opinião seja tomada como retrato de toda a área. A família pode ajudar a organizar visitas e pesquisas, sem transformar uma preferência escolar em obrigação profissional. Ter boas notas em uma disciplina não cria o dever de escolher uma carreira associada a ela. Antes da inscrição, o estudante pode comparar suas opções em um registro que reúna conteúdos de interesse, dificuldades previstas e dúvidas ainda sem resposta. Se a incerteza estiver na rotina de trabalho, a próxima conversa deve ser com um profissional. Se estiver nas matérias da graduação, consultar ementas e conversar com alunos do curso será mais útil. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://portal.ciee.org.br/universo-ciee/como-escolher-uma-faculdade/ e https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/16-perguntas-que-todo-estudante-deve-fazer-antes-de-escolher-uma-graduacao/
02 de novembro, 2026
Respeito no Anglo Sorocaba é educar para conviver com as diferenças
Se você está assustado com a dificuldade que as pessoas têm demonstrado em conviver com opiniões diferentes, saiba que não está sozinho. No Colégio Anglo Sorocaba, a palavra de ordem é respeito! Mais do que explicar o significado dessa palavra, a escola coloca em prática diariamente, reforçando a importância nas relações e na formação dos alunos. Em tempos de tanta polarização, é importante aprender a ouvir, acolher diferentes pontos de vista e compreender que nem todos pensam da mesma maneira. A equipe de coordenação e gestão do colégio, composta por Morana Serrano, Celso Azevedo, Vivian Ruberti e Carol Lyra, acredita que a liberdade de expressar uma opinião deve caminhar junto com a responsabilidade, sempre considerando os limites do respeito ao outro. Respeito na convivência Respeitar não significa concordar com tudo. Na correria do dia a dia, muitas conversas entre pais e filhos acabam reduzidas a respostas rápidas e orientações práticas. No Anglo Sorocaba, conversas, orientações e momentos de escuta ativa são valorizados como oportunidades educativas. Nesse contexto, o incentivo à Comunicação Não Violenta (CNV) oferece ferramentas valiosas para melhorar o respeito em conviver. A abordagem se apoia em quatro pilares: observar sem julgar, identificar e expressar sentimentos com clareza, reconhecer necessidades e fazer pedidos que favoreçam a conexão. Nos ambientes digitais também é preciso saber estar presente. Os grupos de WhatsApp podem se transformar em espaços de desentendimento. Por isso, deve haver cuidado no uso dessas ferramentas, preservar a privacidade e ter responsabilidade na comunicação. Respeito ao próximo O colégio trabalha a educação antirracista. Ao integrar o tema ao currículo e às atividades pedagógicas, o Anglo amplia as oportunidades de discutir preconceitos. Pois, respeitar o próximo significa reconhecer sua dignidade, independentemente de sua origem, identidade ou características pessoais. Essa perspectiva também se conecta às práticas ESG desenvolvidas pelo colégio. O componente social, representado pela letra S da sigla, está presente desde a Educação Infantil, com atividades lúdicas que trabalham o respeito às diferenças, o combate ao bullying e a valorização da diversidade. O respeito à individualidade não se limita à relação entre professores e estudantes. Ele faz parte do cotidiano dos colaboradores. No projeto “O que te faz único”, o colégio valoriza as características individuais de cada integrante da equipe e incentiva boas relações. Assim, cada pessoa é reconhecida e respeitada em sua individualidade. Respeito no esporte No Anglo Sorocaba, o Joca, o Jocão e o Joquinha são iniciativas que promovem a vivência esportiva, o trabalho em equipe e o respeito às diferenças. Os jogos reúnem estudantes de diferentes anos, proporcionando o aprendizado sobre a interação com pessoas de idades, perfis e habilidades variados. Respeito e solidariedade A solidariedade é outra forma de demonstrar respeito. Na Festa Junina do Anglo Sorocaba, a proposta é promover o respeito ao próximo e incentivar os participantes a se colocarem no lugar do outro. Todos os anos, estudantes e famílias são envolvidos na arrecadação de doações e na colaboração com o Lar São Vicente de Paulo, uma prática efetiva para a formação cidadã. Respeito global Respeitar ideias, argumentos, pontos de vista também faz parte da formação de estudantes. No INclub e nas simulações da Organização das Nações Unidas (ONU) , os alunos participam de atividades que estimulam o protagonismo juvenil. Com essas experiências, os estudantes percebem que uma sociedade plural não exige que todos pensem da mesma forma, mas que saibam ouvir, argumentar e procurar caminhos comuns. Respeito e fortalecimento de laços Aprender a ouvir, reconhecer as pessoas como elas são e acolher os sentimentos dos outros são atitudes para construir relações mais saudáveis dentro e fora da escola. No Anglo Sorocaba, a educação pautada em valores humanos é um caminho para desenvolver essa consciência. Uma pessoa respeitosa aprende a observar o que acontece ao seu redor, presta atenção às situações e procura compreender as relações humanas antes de tirar conclusões. Por isso, respeitar e refletir são atitudes que caminham juntas e o colégio acredita que é possível formar pessoas melhores e construir um mundo mais gentil.
28 de outubro, 2026
Coordenação motora se desenvolve antes das primeiras letras
Controlar a pressão do lápis, movimentá-lo sobre o papel e manter a folha no lugar exige coordenação motora. Quando essas ações ainda demandam muito esforço, a criança pode se cansar durante a escrita e precisar de ajuda para concluir os registros. Experiências com desenho, modelagem, encaixes e recortes permitem praticar movimentos utilizados nessas tarefas. A coordenação motora fina envolve principalmente mãos, dedos e punhos. Ela participa tanto da formação das letras quanto de ações como virar páginas, usar a borracha, abrir o estojo e manusear peças em um jogo de Matemática. Esse desenvolvimento acontece gradualmente, com oportunidades de experimentar materiais e ajustar os gestos. Na Educação Infantil, brincar e explorar objetos oferecem desafios importantes, sem que seja necessário antecipar cobranças de escrita formal. O que o corpo precisa fazer para escrever Ao escrever, a criança acompanha visualmente o traçado e ajusta a direção, a velocidade e a força dos movimentos. Também precisa organizar o tamanho das letras e os espaços entre elas. São ações que se tornam mais controladas conforme ganha experiência. A tarefa envolve o corpo inteiro. A estabilidade do tronco, o apoio dos pés e a posição dos braços contribuem para usar o lápis com conforto. Por isso, observar somente os dedos pode deixar de revelar dificuldades relacionadas à postura ou à organização do espaço de trabalho. Uma mão conduz o lápis enquanto a outra ajuda a estabilizar a folha. Essa atuação conjunta também aparece no recorte, quando a criança movimenta a tesoura e posiciona o papel para acompanhar o contorno. “Ao observar uma atividade de escrita, precisamos considerar o esforço da criança, sua postura e a maneira como utiliza os materiais, e não somente o resultado no caderno”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP). A escrita também depende de conhecimentos sobre a linguagem e o sistema alfabético. Ter facilidade com movimentos manuais não significa estar alfabetizado, assim como uma dificuldade no traçado não permite concluir que o estudante não compreendeu o conteúdo. Brincadeiras que exercitam precisão e controle Apertar, enrolar e dividir massa de modelar exige movimentos diferentes dos utilizados para empilhar blocos ou montar um quebra-cabeça. A variedade permite experimentar formas de segurar, pressionar, encaixar e posicionar objetos. Desenho e pintura oferecem oportunidades para controlar direção e força. Pincéis, giz e lápis de diferentes espessuras solicitam ajustes no uso das mãos. Papéis maiores permitem gestos amplos, enquanto propostas com detalhes menores aumentam a exigência de precisão. Dobrar, rasgar e colar também são atividades úteis. Ao fazer uma dobradura, por exemplo, a criança precisa aproximar as partes do papel, conferir o alinhamento e pressionar a dobra. No recorte, aprende a coordenar a abertura e o fechamento da tesoura com o movimento da outra mão. Os materiais devem ser adequados à idade, com supervisão e cuidado especial com peças pequenas e instrumentos. O desafio precisa permitir tentativas: uma proposta difícil demais pode exigir tanta intervenção adulta que sobra pouca oportunidade para a criança participar. Essas experiências complementam o aprendizado específico da escrita. Quando o registro de letras passa a fazer parte das atividades escolares, ele também precisa de orientação e prática, respeitando o estágio de desenvolvimento do aluno. Os efeitos na participação escolar Quando abrir uma embalagem, apontar o lápis ou organizar o material exige ajuda constante, a criança pode levar mais tempo para iniciar uma atividade. A dificuldade manual, nesse caso, interfere na participação mesmo antes de começar o exercício. O esforço excessivo durante os registros também pode desviar a atenção do conteúdo. Um estudante que se concentra intensamente em controlar o lápis pode encontrar dificuldade para acompanhar simultaneamente a explicação e escrever. Cabe aos adultos observar em quais tarefas o problema aparece. A criança consegue desenhar com conforto, mas se cansa na cópia? Manipula blocos com facilidade, porém precisa de ajuda com a tesoura? Essas diferenças permitem ajustar as propostas com maior precisão. Comparações com colegas e cobranças por uma letra considerada bonita não esclarecem a dificuldade. É mais útil acompanhar a evolução do próprio aluno, considerando legibilidade, conforto e participação. Carol Lyra destaca: “O apoio deve permitir que a criança participe da tarefa e avance aos poucos, sem transformar cada tentativa em uma cobrança por perfeição.” Como oferecer apoio no cotidiano Em casa, fechar uma mochila, abotoar uma peça de roupa, guardar brinquedos e manusear livros são oportunidades de praticar movimentos com uma finalidade compreensível. O adulto pode demonstrar a ação e dar tempo para a tentativa antes de assumir a tarefa. A ajuda deve acompanhar a necessidade. Se a criança consegue realizar parte do movimento, pode receber apoio somente na etapa mais difícil. Fazer tudo por ela reduz as oportunidades de prática; exigir que resolva sozinha algo que ainda não consegue pode provocar frustração. Brincadeiras que envolvem correr, equilibrar-se, dançar e lançar objetos também devem ter espaço na rotina. O controle dos movimentos maiores e a percepção corporal participam do desenvolvimento motor, em conjunto com as experiências manuais. Família e escola podem compartilhar observações sobre cansaço, necessidade de ajuda e recusa de determinadas tarefas. Dificuldades intensas e persistentes, especialmente quando acompanhadas de dor ou prejuízo à rotina, merecem avaliação profissional. Na conversa com o professor, exemplos concretos são mais úteis do que dizer apenas que a criança “tem dificuldade motora”. Informar que ela interrompe a escrita por cansaço, precisa de ajuda para abrir o estojo ou evita atividades de recorte permite identificar quais situações exigem acompanhamento e quais adaptações podem facilitar sua participação. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/atividades-para-estimular-a-coordenacao-motora-fina/ e https://novaescola.org.br/conteudo/21671/ideias-atividades-diversificadas-promover-aprendizagens
26 de outubro, 2026