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menina deitada no escuro vendo celular

Adolescentes e a dependência digital silenciosa

30/07/2025

A presença constante do celular na vida de adolescentes tem gerado um fenômeno que preocupa pais e educadores: a nomofobia. O termo descreve o medo irracional de ficar sem acesso ao celular e está relacionado ao uso compulsivo do dispositivo, mesmo quando não há notificações. Mais do que um comportamento moderno, trata-se de um sinal de alerta que pode indicar desequilíbrios emocionais e dificuldades escolares.

Entre os principais fatores que explicam por que a nomofobia atinge com mais força os adolescentes, está o desenvolvimento cerebral. Durante essa fase, o cérebro ainda está em formação e responde com mais intensidade a estímulos de recompensa, como os proporcionados por jogos, redes sociais e mensagens instantâneas. Essa vulnerabilidade aumenta a chance de vício digital e a dificuldade em manter o foco em atividades fora da tela.

“Além da necessidade de pertencer a grupos e se manter conectado, o celular tornou-se um canal quase exclusivo de socialização para muitos adolescentes”, afirma Carol Lyra, diretora pedagógica do Colégio Anglo Sorocaba, em São Paulo. Ela destaca que o excesso de tempo conectado pode comprometer o rendimento escolar e gerar conflitos familiares.

Um ponto de inflexão para o agravamento do problema foi a pandemia. Com o isolamento social e a migração das aulas para o ambiente virtual, o tempo de uso dos dispositivos aumentou de forma abrupta. Embora as atividades presenciais tenham sido retomadas, muitos hábitos digitais permaneceram e se intensificaram.

Os sinais de nomofobia podem surgir de forma sutil. A ansiedade quando o celular está longe, o impulso de checar notificações repetidamente, a perda de interesse por atividades presenciais e a dificuldade de concentração nas aulas são alguns deles. Em muitos casos, o uso do celular se prolonga até altas horas da noite, afetando o sono e o humor.

A solução para esse quadro exige envolvimento da família e da escola. Uma das medidas mais eficazes é estabelecer horários fixos para o uso do celular, principalmente durante os estudos e antes de dormir. Também é importante criar espaços livres de telas em casa, como nas refeições ou em passeios em família, para estimular o convívio real. Aplicativos de controle de tempo de tela podem ajudar no monitoramento dos hábitos digitais.

Quando os sintomas se intensificam a ponto de interferir na rotina, o acompanhamento profissional é indicado. Psicólogos especializados em comportamento adolescente podem auxiliar no processo de reeducação digital e no fortalecimento emocional.

O uso consciente da tecnologia não significa negar os benefícios que ela oferece, mas sim buscar equilíbrio. Com apoio e limites claros, os adolescentes podem desenvolver uma relação mais saudável com seus dispositivos e consigo mesmos. Para saber mais sobre nomofobia, visite https://www.em.com.br/app/noticia/educacao/2023/03/17/internas_educacao,1470225/nomofobia-o-que-e-e-por-que-prejudica-tanto-criancas-e-jovens.shtml e https://lunetas.com.br/nomofobia-vicio-celular/

 


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