28/07/2025
Crianças e adolescentes com maior controle emocional, empatia e capacidade de tomar decisões conscientes costumam se sair melhor nos estudos, desenvolver boas relações sociais e se adaptar mais facilmente às exigências da vida adulta. Essas habilidades fazem parte do que se conhece como competências socioemocionais — um conjunto de atributos fundamentais para o desenvolvimento integral de qualquer estudante.
Ao contrário de conteúdos como matemática ou ciências, essas competências não são ensinadas apenas por meio de livros ou provas. Elas são desenvolvidas na convivência diária, em atividades práticas e no exemplo dado por adultos. Os estudos mais recentes da OCDE e do Instituto Ayrton Senna mostram que alunos que cultivam essas habilidades apresentam melhor desempenho escolar, menos problemas comportamentais e maior bem-estar psicológico.
“A educação emocional deve caminhar junto com o ensino dos conteúdos acadêmicos, pois é ela que prepara os estudantes para fazer escolhas responsáveis, lidar com pressões e colaborar com os outros de forma construtiva”, afirma Carol Lyra, diretora pedagógica do Colégio Anglo Sorocaba, no interior de São Paulo.
O modelo conhecido como Big Five é um dos mais adotados atualmente para organizar esse conjunto de competências. Ele inclui cinco grandes áreas: autogestão, engajamento com os outros, amabilidade, resiliência emocional e abertura ao novo. Cada uma dessas dimensões se reflete diretamente no comportamento do aluno dentro e fora da escola.
Por exemplo, a autogestão ajuda a manter o foco e a persistência diante de dificuldades. A amabilidade e o engajamento favorecem a convivência, o trabalho em grupo e a escuta respeitosa. Já a resiliência fortalece a capacidade de enfrentar frustrações e desafios com equilíbrio. Por fim, a abertura ao novo estimula a curiosidade, a criatividade e a disposição para aprender continuamente.
Para que essas competências sejam realmente desenvolvidas, é necessário um ambiente acolhedor, com espaço para diálogo, incentivo à participação e respeito às emoções. Em casa, os pais podem reforçar essas habilidades por meio de conversas abertas, atividades em família e apoio nos momentos de conflito.
Na escola, práticas como debates, projetos colaborativos, dramatizações, rodas de conversa e dinâmicas em grupo são ferramentas eficazes para despertar e treinar essas competências. Quando o aluno se sente escutado, valorizado e seguro, ele aprende melhor e se relaciona com mais consciência.
Formar indivíduos emocionalmente preparados é uma das tarefas mais importantes da educação atual. Em tempos de mudanças rápidas e alta exposição digital, ter equilíbrio emocional é tão decisivo quanto saber interpretar um texto ou resolver um problema matemático. Desenvolver competências socioemocionais é, portanto, uma escolha que impacta não só a vida escolar, mas todo o futuro dos estudantes. Para saber mais sobre competências socioemocionais, visite https://institutoayrtonsenna.org.br/educacao-socioemocional/ e https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2024/04/6846236-brasil-participa-de-pesquisa-da-ocde-sobre-habilidades-socioemocionais-dos-alunos.html