02/04/2025
Quando uma criança tenta vestir a própria roupa, escolher entre dois brinquedos ou insiste em comer sozinha, está demonstrando seus primeiros sinais de autonomia. Essas atitudes, ainda que simples, revelam muito sobre o desenvolvimento emocional e cognitivo da infância. A autonomia não surge de forma repentina, mas sim como um processo contínuo, que se fortalece a partir das experiências cotidianas e do ambiente em que a criança está inserida.
Por volta de um ano, os sinais tornam-se mais claros. Nessa fase, caminhar, falar palavras soltas e explorar os objetos ao redor são marcos importantes. À medida que cresce, a criança começa a testar limites e tomar decisões, ainda que pequenas. Esse impulso é natural e faz parte de um aprendizado essencial: perceber que pode agir, escolher e influenciar o mundo ao redor.
Segundo Carol Lyra, diretora pedagógica do Colégio Anglo Sorocaba, “a autonomia nasce do incentivo e da confiança que os adultos depositam na criança. Dar espaço para ela tentar é também dar espaço para ela crescer”. Esse espaço deve vir acompanhado de escuta atenta, paciência e estímulos proporcionais à idade, sem expectativas exageradas.
Permitir que a criança participe de tarefas simples, como guardar os brinquedos ou ajudar a colocar a mesa, reforça seu senso de pertencimento. Nessas atividades, ela se sente parte da rotina da família e entende que pode contribuir. Aos poucos, surgem também a responsabilidade, a iniciativa e a vontade de resolver pequenos desafios por conta própria.
O ambiente escolar tem um papel decisivo nesse processo. Ao interagir com colegas, organizar materiais e lidar com rotinas diferentes daquelas de casa, a criança aprende a tomar decisões e a lidar com consequências. Professores atentos às necessidades individuais ajudam a construir esse caminho, respeitando o ritmo de cada um e incentivando o protagonismo.
“A autonomia se manifesta em gestos sutis, mas poderosos. Cabe ao adulto estar atento e transformar esses momentos em oportunidades de desenvolvimento”, observa Carol Lyra. A construção da autonomia exige equilíbrio. Proteção em excesso pode impedir avanços importantes, enquanto ausência de limites compromete a segurança emocional. Para saber mais sobre autonomia, visite https://www.pastoraldacrianca.org.br/autonomia-infantil e https://novaescola.org.br/conteudo/21893/estrategias-para-fortalecer-a-autonomia-e-a-responsabilidade-dos-alunos?_gl=1*7xe5rj*_gcl_au*MzA3NzIzNzQ4LjE3Mjc3MjgyNTU.