Felicidade e aprendizagem: por que devem estar conectadas, segundo a ciência

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Você sabia que o cérebro precisa se emocionar para aprender?

Se essa afirmação ainda era desconhecida, tente lembrar de algum dia em que você foi muito produtivo no trabalho ou que participou de alguma aula da qual gostou muito. 

Como estava o seu estado de espírito naquela ocasião? 

No mínimo, você estava empolgado ou muito conectado com o assunto, correto?

É sob essa perspectiva que estudiosos da neurociência e neuroeducação afirmam que para a aprendizagem acontecer de forma mais fluida, é preciso acender algum tipo de emoção no aluno. 

E mais: defendem que os sentimentos servem para armazenar e recordar as informações de uma forma mais eficaz. 

Interessante, né?!

Leia este artigo até o final e entenda por que a felicidade é uma base importante para fortalecer o processo de aprendizagem e veja como o Anglo Sorocaba trabalha a emoção desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. 

Felicidade e aprendizagem: por que estão diretamente conectadas?

Uma das maiores referências em neuroeducação, o espanhol Francisco Mora afirma que para aprender é necessário despertar a curiosidade, mecanismo cerebral capaz de detectar a diferença da monotonia diária. 

Segundo seus estudos, a aquisição de conhecimentos compartilha substratos neuronais como a busca de água, alimentos e sexo. Ou seja: o prazeroso

É por isso que, em sua visão, é preciso emocionar para aprender. 

“Desde que somos mamíferos, há mais de 200 milhões de anos, a emoção é o que nos move. Os elementos desconhecidos, que nos surpreendem, são aqueles que abrem a janela da atenção, imprescindível para a aprendizagem”, afirmou Mora em entrevista ao El País.

Mas não é só Mora que defende esta tese.

Estudiosos ao redor do mundo estão cada vez mais convictos de que é preciso da afetividade para despertar o interesse pelo aprendizado. 

Ao fazer uma revisão de 46 estudos publicados em revistas científicas sobre o tema, o pesquisador Daniel Quin, da Universidade Católica da Austrália, mostrou que quando professores e alunos conseguem estabelecer relações positivas, o desempenho dos estudantes é maior e as taxas de faltas caem consideravelmente. 

Como o Anglo trabalha as emoções 

Conectada com o pensamento de que é preciso emocionar para aprender, o colégio Anglo Sorocaba trabalha com metodologias ativas de aprendizagem e busca não só sair do esquema “sala de aula – lousa”, como proporcionar aos alunos momentos de conhecimento em todos os ambientes da escola. 

“Aqui no Anglo entendemos que a formação cidadã advém de uma boa formação emocional, o que consequentemente desenvolve as tão importantes habilidades socioemocionais e que os alunos levarão para a vida: criatividade, atenção plena, colaboração, resiliência, entre outras”, explica a diretora geral, Carol Lyra. 

É nesse contexto que os educadores desafiam os alunos em aulas animadas e trabalham para torná-los responsáveis pela própria aprendizagem. 

Veja 6 exemplos de atividades realizadas no Anglo para gerar mais emoção nos alunos:

  1. Aulas em ambientes diferentes da sala de aula (parques, espaço cultural, salas multiuso). No Anglo, todos os ambientes da escola são ambientes de aprendizagem; 
  1. Gamificação e quiz interativo sobre os mais variados conteúdos;
  1. Elaboração de vídeos;
  1. Uso de aplicativos;
  1. Sala de aula invertida: quando o próprio aluno prepara a aula e trabalha o conteúdo antes de aprender a teoria com o professor.
  1. Atividades que motivem os professores. Afinal, professores felizes levam a empolgação para a sala de aula. 

“Quando a gente traz essa metodologia ativa e incentiva a turma a sair da sala, fazer experimentos, ir para o parque ou mesmo responder um quiz, estamos oferecendo uma experiência diferente com potencial de tocar esse aluno e, consequentemente, de gerar mais afetividade sobre aquilo que ele aprende”, complementa Carol. 

Não basta exigir que faça, é preciso envolver 

O reconhecido autor espanhol citado neste texto, Francisco Mora, afirma que para um aluno prestar atenção na aula, não basta exigir que ele o faça. 

É preciso envolver. 

Motivar. 

Começar a aula com algum elemento provocador, uma frase ou atividade que tire esse estudante de um lugar passivo.

No Anglo, essas dinâmicas são entendidas como prioridade, cuidando, claro, para que a assimilação do conteúdo não seja prejudicada. 

“Queremos que nossas crianças e adolescentes gostem de estar aqui. São essas sensações que vão despertar emoções positivas dentro deles e que vão mexer na memória. É aí que o aprendizado se concretiza”, finaliza a diretora Carol.

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