Ensino híbrido na prática: como funciona? Características e o papel do professor

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Mesclar estratégias digitais e analógicas e oportunizar novas formas de aprendizado.

Essa é a premissa básica do ensino híbrido, um modelo que ganha cada vez mais notoriedade e respaldo entre especialistas e dá mais autonomia aos alunos na tomada de conhecimento. 

  • Mas como funciona o ensino híbrido na prática? 
  • Quais são as diferenças de sua metodologia para o ensino misto?
  • Como os professores vêm se adaptando a essa realidade cada vez mais presente nas escolas?

Conforme a especialista Lilian Bacich, uma das principais referências do assunto no país, “o ensino híbrido é uma mistura metodológica que impacta a ação do professor em situações de ensino e a ação dos estudantes em situação de aprendizagem.”

Para ela, quando o professor consegue combinar essas duas experiências de aprendizagem (analógico e digital) e foca na personalização, tem mais condições de tornar o estudante ativo e no centro do processo. 

Interessante, não é mesmo?

Saiba mais sobre ensino híbrido e suas formas de envolver os alunos no artigo abaixo e aproveite para conferir como o Anglo Sorocaba vem trabalhando o ensino híbrido na prática com todos os seus alunos – desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio.  

Características do ensino híbrido (e por que as escolas precisam estar atentas a isso) 

Antes de dar início a esse tópico, é importante deixar claro que o ensino híbrido é muito diferente do que foi adotado pelas escolas no período de isolamento social. 

Este formato, segundo a professora responsável por Tecnologia da Educação no Anglo Sorocaba, Cristiane Marques, é chamado de ensino misto. 

Ou seja: uma metodologia que une o ensino online com o ensino presencial. 

O ensino híbrido, entretanto, usa diferentes estratégias para que o estudante aprenda o conteúdo. 

Entre elas estão as metodologias ativas, que têm o objetivo de incentivar os alunos a aprenderem através de problemas e situações reais dentro e fora da sala de aula. 

“Vai desde de uma atividade mais básica, como aluno, professor e lousa, até uma aprendizagem baseada em um problema que envolve atividades como gamificação, ou até leitura de desafios por QR code, por exemplo”, explica. 

Qual o papel do professor no ensino híbrido?

Não é novidade que o professor tem um papel-chave na formação de qualquer aluno. 

Quando se trata de ensino híbrido, esse papel envolve mais do que transmitir a informação 100% do tempo. 

É, na verdade, gerar um propósito e provocar as turmas para que se interessem pelo conteúdo proposto. 

Exemplo:

Quando o aluno está em contato com alguma situação problematizadora, é o professor que vai colocar esse aluno em ação e apoiá-lo para que reflita e sistematize o aprendizado. 

Lembra da especialista em ensino híbrido que citamos anteriormente, Lilian Bacich?

Em sua concepção, como o professor é o agente que desenhou e pensou a atividade, é ele e a sua a criatividade que vão apoiar o aluno na caminhada da aprendizagem. 

Como o Anglo Sorocaba trabalha o Ensino Híbrido

Comprometido com um ensino dedicado a formar cidadãos autônomos, criativos, cooperativos e resilientes, o Anglo Sorocaba investe em inúmeras atividades dentro da metodologia de ensino híbrido. 

Conheça algumas delas:

1. Caça ao tesouro

Segundo a professora Cristiane Marques, a Caça ao Tesouro é uma atividade que mobiliza os alunos de forma criativa e envolvente. 

O foco é lançar desafios que são propostos através da leitura de QR Code, assim como as pistas a serem desvendadas. 

“O conteúdo deste QR Code pode ser uma música, uma dança, um vídeo, um texto. Enfim, inúmeras possibilidades para mobilizar alunos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.”

2. Rotação por estações

Mais uma técnica de ensino híbrido, a rotação por estações é baseada em criar diferentes ambientes dentro da sala de aula ou em diferentes ambientes, e formar uma espécie de circuito, permitindo que os estudantes abordem determinado conteúdo de diversas maneiras.  

Ao menos uma das paradas deve incluir tecnologia digital e a ideia é que os estudantes, divididos em pequenos grupos, façam um rodízio pelos diversos pontos de, pelo menos, 15 minutos cada. 

“Essa atividade é muito especial, pois para trabalhar um tema central, podemos usar várias estratégias de aprendizagem. Óculos de realidade virtual, ou, simplesmente, uma fala sobre aquele assunto são alguns exemplos de desafios propostos”, complementa a professora Cristiane. 

3. Central de atendimento

E se na sala de aula (e fora dela), os alunos são envolvidos em atividades que os colocam no centro do aprendizado, nos bastidores os pais também têm acesso às vantagens do modelo híbrido. 

Prova disso é a central de atendimento da escola que possibilita que os pais acessem os recados e materiais da escola por QR Code. 

Um caminho sem volta 

Uma abordagem que combina espaços, ferramentas e metodologias de aprendizagem para potencializar o desenvolvimento de cada aluno. 

O ensino híbrido já se mostra um caminho sem volta na educação e permite um aprendizado mais dinâmico, colaborativo e que desenvolve habilidades tão importantes como as soft skills.

Trata-se, portanto, de um processo em que o digital potencializa o presencial e torna a tomada de conhecimento uma jornada mais democrática, menos exaustiva e, especialmente, mais envolvente. 

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